Concurso público para o porto da Horta, vai ser reavaliado

Concurso público para o porto da Horta,  vai ser reavaliado

 

Lusa/AO Online   Regional   30 de Mar de 2017, 07:46

O secretário regional dos Transportes dos Açores disse hoje que vai ser reavaliada a estimativa financeira do concurso público relativo às obras na parte comercial do porto da Horta, no Faial, processo que ficou deserto em setembro de 2016.

“O que vai ser feito é a reavaliação da estimativa orçamental do projeto que foi apresentado, bem como estão a ser avaliadas as sugestões transmitidas pelo presidente da Câmara Municipal da Horta, em devido tempo, à empresa Portos dos Açores [empresa pública responsável pela obra]”, declarou Vítor Fraga.

O governante, que foi ouvido na comissão parlamentar de Economia do parlamento regional sobre os investimentos realizados no porto da Horta, afirmou que o trabalho em curso, uma vez finalizado, irá permitir lançar um novo concurso público.

Ao primeiro, no valor de 14 milhões de euros, não se apresentaram concorrentes.

Vítor Fraga explicou que o projeto que foi lançado é apenas a componente que respeita à empresa Portos dos Açores e que tem diretamente a ver com o saco do porto, “garantindo-se assim com esta obra melhores condições de operacionalidade e segurança” a quem utiliza a infraestrutura marítima.

O responsável não se comprometeu com uma data para o lançamento de um novo concurso público, o que só acontecerá “quando a reavaliação da estimativa orçamental estiver concluída”.

O deputado do PSD/Açores Carlos Ferreira, partido que solicitou a audição em sede parlamentar do secretário regional, declarou que deixou a comissão “tão ou mais preocupado” do que quando entrou.

“Apesar de o Governo dos Açores declarar que está sempre disponível para o debate, na verdade não ouve ninguém. Mais uma vez, ficamos com a perceção de que não se reconhece os erros cometidos no molhe norte do porto”, disse o parlamentar.

Carlos Ferreira apontou que os erros cometidos “causaram prejuízos graves na bacia sul, nomeadamente alterando-se o estado do mar, o que tem levado várias embarcações a procurar abrigo fora do porto da Horta”.

O deputado social-democrata afirmou que o executivo açoriano revela que “não está disponível para procurar soluções para anular os danos causados”.

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