Concurso para reparação do porto da Madalena lançado na próxima semana


 

Lusa/AO Online   Regional   25 de Jul de 2017, 08:15

O concurso público para as obras de reparação do porto da Madalena, na ilha do Pico, investimento superior a seis milhões de euros, deverá ser lançado na próxima semana, anunciou hoje o Governo dos Açores.

“Até há relativamente pouco tempo houve a necessidade de elaboração do projeto dessa intervenção. Acreditamos que está tudo em condições para o lançamento deste concurso”, afirmou Vasco Cordeiro, explicando que esta matéria será objeto de deliberação no Conselho do Governo previsto realizar-se na terça-feira.

O governante falava aos jornalistas após a reunião entre o executivo açoriano e o Conselho da Ilha, iniciativa com que encerrou o primeiro dia da visita estatutária ao Pico.

Vasco Cordeiro referiu que se trata de “um montante de investimento que passa os seis, sete milhões de euros” e a obra “tem uma forte componente de intervenção” em relação “àquela que é a situação atual”.

Em fevereiro último, ondas de 13 metros atingiram a orla costeira da Madalena, provocando danos em várias estruturas, como o molhe de proteção do porto, o museu da exposição de lulas de Malcolm Clarke, o rés-do-chão do premiado Cella Bar e espaços de apoio à pesca.

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera esclareceu que na ocasião que a situação “não estava prevista” e foi “invulgar”, explicando que, “normalmente, os modelos que servem para definir os avisos [meteorológicos] sobre-estimam a altura das ondas; neste caso, subestimaram”.

A reparação do molhe e da cortina de proteção do porto da Madalena era uma das questões que o Conselho de Ilha pretendia ver esclarecida na visita estatutária.

Outra das situações prendia-se com a empresa Cofaco, a maior empregadora da ilha, com cerca de 200 trabalhadores, a esmagadora maioria mulheres.

No memorando enviado ao executivo açoriano, o Conselho de Ilha, organismo, consultivo que integra autarcas e representantes dos sindicatos, associações empresariais e outras entidades ligadas ao ambiente, pescas ou agricultura, informou que gostaria de ser “esclarecido sobre este processo”, assim como “a permanência desta unidade fabril no Pico”.

“Naturalmente que acompanhamos, sobretudo com muito interesse, um projeto de investimento apresentado por essa empresa privada que dará melhores condições e competitividade a essa indústria aqui na ilha do Pico”, declarou Vasco Cordeiro, assinalando, contudo, que o executivo açoriano não é indiferente a esta “clima de alguma apreensão” que se vive.

O chefe do Governo Regional acrescentou que o executivo açoriano não pode dar uma resposta que “implique um poder de decisão que é do privado”.

A deslocação ao Pico termina na quarta-feira e cumpre o Estatuto Político-Administrativo da região, segundo o qual o Governo Regional deve visitar cada uma das nove ilhas pelo menos uma vez por ano e que o Conselho do Governo reúna na ilha visitada.




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