Comissão Europeia vai destinar 560 ME a proteção e gestão sustentável dos oceanos

Comissão Europeia vai destinar 560 ME a proteção e gestão sustentável dos oceanos

 

LUSA/AO Online   Internacional   5 de Out de 2017, 14:42

A alta representante da União Europeia para a Política Externa e de Segurança, Federica Mogherini, anunciou hoje que a Comissão Europeia vai destinar 560 milhões de euros para projetos de proteção e gestão sustentável dos oceanos.

"É com orgulho que anuncio, em nome da União Europeia, que a Comissão Europeia vai destinar 560 milhões de euros, distribuídos por 36 ações concretas. Estas ações vão desde projetos de cooperação global até pequenas ações de intervenção no quotidiano", disse Federica Mogherini, também vice-presidente da Comissão Europeia, na sessão de abertura da conferência Our Ocean 2017 que decorre até sexta-feira em Malta. Durante a conferência Our Ocean, governos e instituições de 61 países irão anunciar compromissos efetivos, desde financiamento de projetos até medidas legislativas, para a construção de um enquadramento global de governação e utilização sustentável dos oceanos. Federica Mogherini insistiu que a proteção e gestão dos oceanos é um objetivo que "nenhum país alcançará se atuar sozinho, pelo que não há alternativa senão juntar forças", e exemplificou que perante o objetivo global de designar como áreas marinhas protegidas 10% da superfície dos oceanos, a União Europeia e a Austrália juntaram-se para propor a criação da maior reserva marinha do mundo, na Antártida, e estão a "angariar parceiros para esse objetivo que é de todos". A responsável pela política de segurança da União Europeia referiu também a aposta na cooperação internacional que está a ser feita para criar uma rede de combate à pirataria no Golfo da Guiné e adiantou que a União Europeia vai colocar os sistemas de satélites europeus Galileo e Copérnico ao serviço da segurança marítima, desde a deteção de poluição e pesca ilegal até ao rastreio de objetos flutuantes que possam constituir risco para a navegação. Com a OOC 2017 a ter lugar no centro do mediterrâneo, Federica Mogherini, lembrou que os romanos chamavam ao mar da antiguidade 'Mare Nostrum' (Mar Nosso) porque o consideravam seu, para afirmar que hoje 'Mar Nosso' "tem de significar que os oceanos não pertencem a ninguém, mas pertencem a todos". "E todos temos a responsabilidade de preservar esse património comum", afirmou. Como anfitrião da conferência, o primeiro-ministro de Malta, Joseph Muscat, inaugurou o anúncio de compromissos dos países participantes com o projeto de até 2019 reduzir em 70% o volume de garrafas de plástico utilizadas em Malta e de criar áreas marinhas protegidas abrangendo 30% das águas costeiras do país. A cerimónia de abertura da OOC 2017 teve também a chancela do secretário-geral da ONU, António Guterres, que numa mensagem transmitida em vídeo reiterou a importância de ação conjunta na proteção dos oceanos e sublinhou o papel do enquadramento legal proporcionado pela convenção das Nações Unidas sobre a Lei do Mar. Posição semelhante foi defendida pelo príncipe Carlos de Inglaterra, que alertou para a natureza sistémica e global dos problemas que os oceanos enfrentam - desde os cerca de oito milhões de toneladas de plástico que todos os anos acabam nos oceanos, até às alterações climáticas que destroem ecossistemas marinhos como os recifes de coral - e apelou para "ação decisiva". "Temos de agir já, senão a inação será imperdoável para as gerações futuras", concluiu o príncipe de Gales.



Açormédia, S.A. | Todos os direitos reservados

Este site utiliza cookies: ao navegar no site está a consentir a sua utilização.
 
Termos e Condições de Uso.