Comissão de Recursos Naturais na UE quer mais verbas para desenvolvimento rural

Comissão de Recursos Naturais na UE quer mais verbas para desenvolvimento rural

 

Lusa/AO online   Economia   18 de Jun de 2015, 18:12

Reforçar o financiamento ao desenvolvimento rural e alargar áreas de apoio pela União Europeia foram os desafios apresentados pela Comissão de Recursos Naturais do Comité das Regiões que reuniu, pela primeira vez, em Gaia.

 

A comissão concluiu também ser necessário aumentar a fatia de 5% do orçamento que todos os anos o programa FEADER (Fundo Europeu Agrícola de Desenvolvimento Rural) destina ao desenvolvimento local, considerado “insuficiente para a obtenção de um plano de relançamento de investimentos nas zonas rurais”.

A presidir à chamada Comissão NAT, José Luís Carneiro assinalou que “o programa de desenvolvimento rural teve uma redução em Portugal de 50% em relação ao anterior quadro comunitário” o que “terá um impacto nocivo na criação de emprego e desenvolvimento económico”.

“É preciso reforçar os fundos FEADER e garantir que estes irão auxiliar na criação de postos de trabalho, de novas oportunidades de vida e uma maior diversificação de atividades”, destacou o também líder do PS/Porto para quem é, assim, “desejável um reforço da verba para o desenvolvimento rural”.

O autarca de Baião relembrou ainda o compromisso da comissão de trabalhar pelo “reconhecimento explícito dos territórios rurais enquanto polos de desenvolvimento e inovação” e defendeu que “alcançar os objetivos da estratégia Europa 2020 não será possível sem a participação de todos os potenciais de crescimento, incluindo rurais”.

As conclusões e desafios saíram do seminário “Inovação e Modernização da Economia Rural” que decorreu hoje em Gaia e que servirão de ponto de partida a um parecer a ser debatido sexta-feira e levado para aprovação em Bruxelas em outubro.

O relator do parecer, Randel Länts, destacou no final do encontro de hoje ter constatado que os diversos países presentes vivem “problemas similares” num período de “rescaldo da crise” que, defendeu, deve ser visto como uma oportunidade e aproveitado para “definir novas políticas para as zonas rurais” que “não devem ser esquecidas”.

Sobre as necessidades daquelas zonas, Länts lembrou os desafios com a falta de conectividade nas zonas rurais que dificultam uma aplicação de novas tecnologias de informação e comunicação.

Lembrou também os “desafios demográficos”, a que se assiste com os “jovens a fugirem das zonas rurais”, e a “importância da educação” e uma maior cooperação entre estas regiões e as universidades.


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