Cigarro eletrónico é menos prejudicial do que o tabaco convencional


 

Lusa/AO online   Ciência   31 de Jul de 2014, 19:29

O cigarro eletrónico é menos prejudicial do que o tabaco convencional, afirmaram investigadores britânicos após realizarem aquela que é considerada a maior revisão da literatura científica sobre os efeitos deste produto.

Resultados de um novo estudo sobre a matéria divulgado pela publicação científica ScienceDaily refere que, apesar dos efeitos do uso dos cigarros eletrónicos serem desconhecidos, esse são menos prejudiciais à saúde comparativamente aos cigarros convencionais.

No entanto, a Organização Mundial da Saúde (OMS), que tem uma visão conservadora sobre o cigarro eletrónico desaconselha “vivamente” a sua utilização, e, em Portugal, também a Sociedade de Pneumologia (SPP) tem alertado que não se conhecem os efeitos destes produtos na saúde.

De acordo com a ScienceDaily, a revisão feita pelos investigadores da Universidade de Queen Mary de Londres conclui que, apesar de lacunas no conhecimento, as provas que atualmente existem não justificam que se regule com mais rigor os cigarros eletrónicos mais do que os cigarros convencionais.

A revisão científica foi conduzida por uma equipa internacional que há anos lidera pesquisas sobre os efeitos do tabaco.

Citado pela ScienceDaily, o investigador da Universidade de Queen Mary de Londres, Peter Hajek, considerou que “a evidência é clara: os cigarros eletrónicos devem ser autorizados a competir contra os cigarros convencionais no mercado”.

“Os profissionais de saúde devem advertir os fumadores que não estão dispostos a abandonar o uso de nicotina a trocar o cigarro convencional pelo eletrónico. Os fumadores que não conseguirem parar com o atual tratamento podem beneficiar-se ao passar a usar os cigarros eletrónicos”, acrescentou Peter Hajek.

Um estudo divulgado em junho estima que quase 30 milhões de europeus experimentaram cigarros eletrónicos em 2012, sendo que a maioria, com idades entre 15 e 24 anos, fumava tabaco tradicional regularmente e já tinha tentado deixar o vício.


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