China quer sistema de saúde para toda a população em 2020

China quer sistema de saúde para toda a população em 2020

 

LUSA/AOnline   Internacional   26 de Dez de 2012, 17:17

O Governo chinês anunciou hoje pretender que o sistema básico de saúde chegue a toda a população, que resida em zonas urbanas ou rurais, no ano 2020.

De acordo com o livro branco "Serviços médicos e de saúde na China", hoje publicado, em finais de 2011, 95% dos cidadãos (cerca de 1.300 milhões) já estavam registados em algum dos três programas básicos de seguros médicos promovidos pelo Estado, o que representava mais oito pontos percentuais do que em 2008.

O documento refere que a China vai "continuar a trabalhar para garantir que cada cidadão tem acesso a serviços médicos e de saúde seguros, eficazes, convenientes e acessíveis

O livro aponta uma melhoria dos indicadores de saúde da população chinesa, como a esperança média de vida (74,8 anos em 2010), a taxa de mortalidade infantil (baixou de 29,2 crianças em cada mil em 2002 para 12,1 por mil em 2011), ou o número de centros de saúde, que aumentou 18% entre 2003 e 2011.

O Governo reconhece que a China "está ainda muito longe das exigências da população, bem como dos requisitos que exige o desenvolvimento social e económico" do país.

Neste sentido, o livro recomenda uma "contínua e rápida" incidência nas doenças crónicas, principalmente provocadas pela industrialização, urbanização e envelhecimento da população nos últimos anos.

As autoridades calculam que cerca de 260 milhões de chineses sofrem de algum tipo de doença crónica e que estas são a causa de 85% das mortes em todo o país, além de serem responsáveis por 70% das despesas do sistema de saúde.

Em 2011, a China gastou um total de 5,1% do Produto Interno Bruto com a saúde, ainda longe do Brasil (9%), Japão (9,5%) ou França (11,9%).

Nas conclusões, o documento refere que a saúde da população chinesa "enfrenta várias ameaças nos próximos anos" e que "existem ainda problemas devido à escassez de recursos de qualidade elevada e de distribuição desequilibrada", numa alusão às diferenças entre as zonas rurais e urbanas e as zonas leste e oeste do país.

A região oeste da China está muito menos desenvolvida que a região leste.


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