Chefe do governo espanhol pede ao executivo catalão que renuncie à independência

Chefe do governo espanhol pede ao executivo catalão que renuncie à independência

 

LUSA/AO Online   Internacional   5 de Out de 2017, 15:07

O chefe do executivo espanhol, Mariano Rajoy, pediu hoje ao presidente do governo catalão, Carles Puigdemont, que renuncie à declaração unilateral da independência e assegurou que, no momento mais oportuno, fará o que acredita ser melhor para a Espanha.

Numa entrevista à agência espanhola Efe, no palácio da Moncloa, Rajoy pediu ao presidente da Generalitat (governo catalão) que volte à legalidade e que exclua "o mais rapidamente possível" o seu projeto de declaração unilateral de independência, porque é "a melhor solução" para evitar "maiores males". Na noite de quarta-feira, Puigdemont insistiu que não vai renunciar à independência da Catalunha, embora tenha também reclamado uma mediação entre a causa catalã e o governo de Espanha. "A melhor solução, e acho que todos nós concordamos, é o retorno à legalidade, que é que todas aquelas pessoas e governantes que decidiram por sua própria conta e risco liquidar a lei e colocar-se fora dela, retornem à legalidade", disse Rajoy. Para o presidente do governo, este retorno à legalidade também deve "suprimir" o projeto para fazer uma declaração unilateral de independência e cumprir, "como todos os cidadãos fazem", os preceitos legais. "Isso é o que pode evitar que grandes males ocorram no futuro e é isso que a sociedade, os editoriais dos ‘media’, os empresários, os sindicatos e milhões de catalães estão a pedir", afirmou. Assegurando que, perante a situação na Catalunha, fará "o que pensa que deve fazer, o que acha melhor para a Espanha e no momento que pareça mais apropriado", Rajoy mostrou-se convencido de que esta situação será superada. O governante lembrou que a Espanha viveu ao longo de sua história tempos "muito difíceis", que sempre foi capaz de superar, como a recente crise económico-financeira. O chefe do governo lembrou que naquela época muitas pessoas lhe disseram o que ele tinha que fazer e que ele deveria pedir o resgate. "Naquele momento, fiz o que pensava que deveria fazer e, agora, porque é minha obrigação e porque sou o presidente do governo da Espanha, farei o que eu acho que devo fazer, o que eu acho melhor para a Espanha e no momento que me pareça mais apropriado", salientou. “Vou ouvir todos, mas a decisão pertence-me”, acrescentou. A liderança do PSOE enviou hoje uma carta, assinada pelo secretário-geral, Pedro Sánchez, na qual convoca aos membros do Comité Federal, da Comissão Executiva Federal e do Conselho Político Federal do partido para uma reunião "iminente", ainda não datada, perante a grave crise política na Catalunha.



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