Chefe do Estado Maior do Exército admite adiamento de obras militares com recurso a empresas privadas

Chefe do Estado Maior do Exército admite adiamento de obras militares com recurso a empresas privadas

 

Lusa/ AO online   Regional   3 de Nov de 2011, 13:32

O Chefe do Estado-Maior do Exército (CEME) admitiu hoje o adiamento ou suspensão, devido a restrições financeiras, de obras em estruturas militares desenvolvidas por empresas privadas, mas garantiu que a componente operacional do ramo não está em causa.

“Aquilo que se relaciona com o emprego operacional do Exército é a primeira prioridade, o resto ficará para segunda prioridade e de acordo com as possibilidades que tivermos”, declarou à agência Lusa o general Pinto Ramalho, depois de uma reunião em Ponta Delgada com o secretário da Ciência, Tecnologia e Equipamentos do Governo açoriano, José Contente.

Ao sublinhar que “a gestão de um orçamento de rigor e de contenção tem essas consequências”, o CEME garantiu também que, em matéria de obras em infraestruturas, o Exército vai utilizar “a 100 por cento” os recursos de Engenharia Militar, que reconheceu serem “limitados”.

“Provavelmente os contratos com empresas civis deixaremos de o fazer”, referiu Pinto Ramalho, admitindo consequências da opção para intervenções a decorrer ou projetadas para os Açores.

Segundo indicou, estão a decorrer nas ilhas “grandes investimentos”, nomeadamente para recuperação de estruturas em Ponta Delgada e Angra do Heroísmo, uns feitos por empresas outros pela Engenharia Militar.

“Vamos gerir os recursos com imenso rigor e cuidado e com prioridades em relação às atividades que vamos desenvolver”, assegurou o Chefe de Estado Maior do Exército, insistindo também em que “aquilo que se prende com a capacidade de resposta a situações de nítida necessidade para as populações – catástrofes, desastres naturais, incêndios, cheias - o Exército está na primeira linha”

“Isso não estará em causa, iremos ao limite dos nossos recurso”, declarou.

Tal garantia foi expressa também ao secretário regional da Ciência Tecnologia e Equipamentos, que tem a tutela da Protecção Civil nos Açores.

Depois do encontro, José Contente sublinhou que ao nível do apoio em situações de calamidade ou catástrofe “nós contamos com a ajuda da instituição militar”.

As primeiras pontes que serviram para repor a ligação em algumas freguesias da ilha do Faial após o sismo de 1998 foram instalada pela Engenharia Militar, recordou o secretário regional, sublinhando também a participação do Exército em exercícios conjuntos promovido pela Protecção Civil açoriana.


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