Política

CGTP quer que Cavaco não repita "erro" de 2012 e vete Orçamento do Estado

CGTP quer que Cavaco não repita "erro" de 2012 e vete Orçamento do Estado

 

Lusa/AO Online   Nacional   8 de Dez de 2012, 17:11

O secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos, afirmou hoje que o Presidente da República, Cavaco Silva,

“Senhor Presidente, cumpra e faça cumprir a Constituição da República Portuguesa. Tenha coragem e vete este Orçamento do Estado. Para bem dos portugueses e de Portugal”, apelou Arménio Carlos. Discursando perante milhares de pessoas concentradas na Avenida dos Aliados, no Porto, o líder da CGTP afirmou que o”Presidente da República não pode repetir agora o que fez com o Orçamento de Estado de 2012, quando o promulgou e viu várias normas serem declaradas inconstitucionais pelo Tribunal Constitucional”. Para Arménio Carlos, Cavaco Silva “não tem desculpa para cometer pela segunda vez o mesmo erro” quando para a CGTP “não é por acaso que aumentam o número de vozes de todos os quadrantes políticos que consideram que este é um Orçamento de Estado fora da lei”. Arménio Carlos criticou a possibilidade de diluição dos subsídios de férias e do 13º mês no salário mensal, classificando-a de “fraudezita de algibeira” por significar um ataque à contratação coletiva e a prazo uma redução dos salários. Uma referência que foi acompanhada por assobios e aplausos dos manifestantes, o mesmo acontecendo quando se referiu a Fernando Ulrich e à declaração “ai aguenta, aguenta” que o banqueiro proferiu sobre a possibilidade do país aguentar mais austeridade. “Agora é hora de eles aguentarem, é hora de taxar o capital e quanto mais depressa melhor, porque eles aguentam camaradas, ai aguentam, aguentam“, afirmou. Criticando o Governo, que considerou que “compromete o futuro do país”, Arménio Carlos, sustentou que “este não é um tempo para taticismos políticos”. “Mais do que os interesses partidários é necessário ter presente os interesses nacionais” afirmou, considerando que na atual fase não há espaço para hesitações ou afirmações inconsequentes e apelando à “construção de alianças sociais que provoquem uma rutura com a política de direita”. O secretário-geral da CGTP apelou à participação numa nova manifestação marcada para o dia 15, em Lisboa, e para que pessoas de “todos os quadrantes políticos e sindicais, se associem à campanha em defesa das funções sociais do Estado”, na qual a central sindical espera conseguir a petição com o maior número de assinaturas recolhidas. Interrogado no final da manifestação, sobre as hesitações governamentais em torno da possibilidade de Portugal beneficiar das facilidades concedidas à Grécia Arménio Carlos disse que era um caso que “dá para rir”. “O primeiro-ministro hoje diz uma coisa amanhã diz outra, o ministro das finanças hoje diz uma coisa, amanhã diz outra e agora temos o ministro de Estado que subscreve e amocha perante aquilo que a troika manda fazer e depois arma-se em paladino da defesa dos interesses do país e diz que vai escrever uma carta à troika”, comentou o líder sindical, acrescentando não entender “para quê”. A manifestação foi antecedida por um marcha iniciada no Campo 24 de Agosto, que percorreu durante mais de uma hora algumas das principais artérias do centro do Porto.


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