César revela "falta de senso" ao criticar cavaco, diz antigo líder do PSD


 

Lusa/AO on Line   Nacional   7 de Dez de 2010, 05:54

O antigo líder do PSD Marques Mendes considerou que o presidente do Governo Regional dos Açores, Carlos César (PS), revelou “completa falta de senso” ao acusar Cavaco Silva de “dividir os portugueses”.

“Quando o presidente do Governo Regional dos Açores vem criticar o professor Cavaco Silva, a dizer que ele está, com a sua posição, a dividir, eu julgo que isso é uma completa falta de senso”, afirmou Marques Mendes aos jornalistas, em Viseu, no final da inauguração da sede distrital da candidatura de Cavaco Silva.

No domingo, Carlos César acusou Cavaco Silva de "dividir os portugueses", lançando os do continente contra os do arquipélago, na sequência dos comentários que fez à remuneração compensatória para os funcionários públicos.

“Em vésperas de eleições presidenciais, ele [Cavaco Silva] sabe que nós somos apenas 250 mil contra 10 milhões”, afirmou Carlos César, acrescentando que “na caça ao voto não hesita em lançar uns portugueses contra os outros, desde que isso lhe dê votos”.

Na opinião de Marques Mendes, há um ditado popular que explica a acusação de Carlos César a Cavaco Silva.

Contou que “o povo costuma dizer que, às vezes, há pessoas que fazem o mal e a caramunha”, considerando que, no caso de Carlos César, “fez o mal, porque dividiu os portugueses e mesmo os funcionários públicos açorianos entre aqueles que têm uma compensação e aqueles que não têm, e ainda por cima critica os outros”.

“Ele dividiu e ainda está a acusar os outros de dividir. É uma completa falta de senso. Mas acho que os portugueses já perceberam que nesta matéria o presidente do Governo Regional dos Açores não foi um bom exemplo”, realçou.

Durante o discurso de inauguração da sede de candidatura, Marques Mendes lembrou que Cavaco Silva “alertou o país para o facto de achar que a situação de Portugal estava a tornar-se explosiva” e que “Portugal estava a chegar a uma posição insustentável”.

“O que é que foi dito na altura por muitos? Que o professor Cavaco Silva estava a exagerar”, afirmou, acrescentando que “até alguns que são agora candidatos à Presidência da República” o criticaram por deixar estes alertas, dizendo que “era claramente um empolamento dramático da situação”.

No seu entender, “neste momento nenhum português tem dúvida de que se na altura, em vez de terem criticado o professor Cavaco Silva, tivessem seguido os seus conselhos, provavelmente a situação do país não seria hoje tão difícil”.

“O que mostra bem que nestes lugares de alta responsabilidade é importante a palavra na altura própria, o aviso fundamentado no momento adequado”, sublinhou.


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