Enfermeiros

Cerca de 54 mil profissionais são hoje chamados a eleger bastonário


 

Lusa/Ao online   Nacional   13 de Dez de 2007, 05:08

Cerca de 54 mil enfermeiros são hoje chamados às urnas para eleger os novos órgãos sociais da Ordem dos Enfermeiros, eleições a que concorrem Carlos Folgado, José Azevedo e a actual bastonária, Maria Augusta Sousa.
A precariedade do emprego e as condições de trabalho dos enfermeiros em Portugal foram os principais temas da campanha.

    A candidatura de Carlos Folgado foi a última a ser aceite e entre os principais pontos que defende conta-se a meta de "terminar com o miserabilismo na enfermagem e situações como enfermeiros a trabalhar como auxiliares de acção médica, a não serem pagos, a estarem no desemprego e a sentirem-se inseguros em termos laborais".

    "A bastonária devia ter vergonha de se recandidatar quando deixa a enfermagem neste estado. Todos os enfermeiros pagam quotas e a Ordem é de todos", disse o candidato à Lusa.

    Para a actual dirigente da Ordem dos Enfermeiros (OE), Maria Augusta Sousa, "quem comenta os aspectos negativos da enfermagem portuguesa deve centrar-se em aspectos centrais e compreender que alguns aspectos de descontentamento ultrapassam as competências da OE".

    A actual bastonária disse também que "a OE tem lutado e continuará a lutar pela dignidade da profissão, mas não tem competências para alterar situações como as do contrato de trabalho a prazo".

    O candidato José Azevedo estima que as suas listas apoiantes consigam mais de 60 por cento dos votos nas eleições, depois de uma sondagem "a olho" realizada por elementos da sua candidatura.

    O enfermeiro sublinhou que há entre 5.500 a 6.000 enfermeiros no desemprego, quando continua registar-se uma escassez de meios, sobretudo nos centros de saúde e lamentou ainda que os enfermeiros vivam muito distanciados do trabalho que poderiam fazer nos hospitais e centros de saúde e que não se recorra mais à enfermagem para apoiar doentes que precisem.

    A campanha para as eleições na Ordem dos Enfermeiros ficou também marcada por um pedido do candidato Carlos Folgado de adiamento das eleições, que não foi aceite, e pelo aviso que deixou, de que irá esperar pelos "resultados para agir em conformidade".

    O pedido do candidato surgiu depois de a comissão eleitoral da Ordem dos Enfermeiros (OE) não ter aceite a sua candidatura, por incumprimento dos requisitos previstos nos estatutos.

    Após apreciação da reclamação interposta pelo enfermeiro, a comissão eleitoral da OE acabou por aceitar a candidatura, mas, como a campanha tinha começado sete dias antes, Carlos Folgado pediu o adiamento das eleições, para ter o mesmo tempo de campanha dos restantes candidatos, o que não foi aceite.

    Os votos por correspondência podem chegar até sexta-feira, pelo que os resultados apenas deverão ser divulgados ao final da tarde de segunda-feira.

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