Centro de Artes Contemporâneas dos Açores inaugura primeira exposição na sexta-feira

Centro de Artes Contemporâneas dos Açores inaugura primeira exposição na sexta-feira

 

Lusa/AO Online   Regional   18 de Mai de 2015, 15:02

A primeira exposição do Centro de Artes Contemporâneas dos Açores, dedicada ao Espírito Santo, será inaugurada a 22 de maio, contando com as tradicionais sopas e a atuação da fadista Gisela João e DJ, foi hoje anunciado.

A exposição “Pontos Colaterais – Coleção de Arte Contemporânea Arquipélago, uma seleção” será inaugurada a 22 de maio, pelas 19:30 (mais uma hora em Lisboa), tendo a curadoria de João Silvério, através de um protocolo com a Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento (FLAD), adianta a instituição, em comunicado.

O Arquipélago – Centro de Artes Contemporâneas, que foi inaugurado a 29 de março na cidade da Ribeira Grande, na ilha de São Miguel, dedica o mês de maio à temática do “re-encontrar”, trabalhando os conceitos da "identidade, lugar e multiculturalidade”, e vai agora inaugurar a sua primeira exposição.

“A exposição é uma abordagem ao acervo reunido durante os últimos anos que acompanharam a conclusão do Centro de Artes, sob uma perspetiva que elegeu a diversidade disciplinar e a qualidade do trabalho dos artistas, tendo em conta a internacionalização da arte contemporânea portuguesa”, explica o curador da exposição, citado no mesmo comunicado.

A escolha do Espírito Santo como tema base para a primeira exposição do Centro de Artes Contemporâneas prendeu-se com o facto de se tratar de um “elemento aglutinador de todo o arquipélago” dos Açores e com o propósito deste equipamento artístico e cultural de tentar envolver as nove ilhas, criando uma referência à unidade cultural açoriana capaz de ativar a participação comunitária.

“A exposição desdobra-se também, em estreita colaboração com as instituições culturais do arquipélago do Açores, pela presença de artefactos, obras de arte e documentos fotográficos relacionados com o culto do Espírito Santo que encontra ecos na espiritualidade e simbologia de algumas obras dos artistas expostos”, afirma João Silvério, acrescentando que a exposição “constitui um elo de coesão da comunidade açoriana, em qualquer coordenada em que a sua identidade se afirme”.

Entre os mais de 30 artistas selecionados para integrar esta exposição estão nomes como Ana Vieira, André Laranjinha, Bruno Pacheco, Catarina Botelho, Catarina Branco, Daniel Oliveira, Maria José Cavaco e Sofia de Medeiros.

De referir, ainda, que a exposição contará com uma obra cedida pelo Museu Carlos Machado, em Ponta Delgada, da autoria do artista açoriano Filipe Franco.

O edifício do Arquipélago, com uma área útil de seis mil metros quadrados, teve obras de reabilitação, orçadas em 13 milhões de euros, que lhe valeram uma nomeação para o Prémio de Arquitetura Contemporânea da União Europeia Mies van der Rohe 2015.

O Arquipélago está aberto de terça-feira a domingo das 10:00 às 18:00, sem interrupção para almoço e com entrada gratuita.

O orçamento anual do Arquipélago é cerca de um milhão de euros.

 


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