Centeno acredita que crescimento do PIB vai acelerar ao longo do ano

Centeno acredita que crescimento do PIB vai acelerar ao longo do ano

 

Lusa/AO online   Economia   13 de Mai de 2016, 12:21

O ministro das Finanças disse esta sexta-feira, no Algarve, acreditar que o Produto Interno Bruto (PIB) "continuará a acelerar ao logo do ano", atribuindo o abrandamento da economia à evolução menos favorável de alguns mercados externos.

 

"O crescimento do PIB segundo as projeções do Governo continuará a acelerar ao longo do ano", afirmou Mário Centeno, instando pelos jornalistas a comentar os números do PIB, hoje divulgados, salientando que este início de ano "não fez a diferença em relação ao final do ano passado que todos esperávamos".

O governante justificou o abrandamento da economia, no primeiro trimestre, com a evolução dos mercados externos, "em particular alguns mercados muito importantes para as exportações portuguesas", dimensão "que deverá melhorar e recuperar ao longo do ano".

Mário Centeno falava aos jornalistas à entrada para a cerimónia em que hoje foi homenageado, no âmbito o 242.º aniversário da fundação de Vila Real de Santo António, cidade algarvia de onde é natural.

No que respeita à dimensão interna da economia, Mário Centeno referiu que a política do Governo "dever-se-á manter", reiterando a necessidade de gerar confiança na economia portuguesa para que possa "trazer os números de crescimento que todos esperamos"

O ministro das Finanças frisou ainda que a evolução interna da economia "continua a comportar-se da forma como o Governo esperava" e que a "execução orçamental até abril mostra crescimentos da receita fiscal superiores aos projetados pelo Governo".

Segundo Mário Centeno, o emprego cresceu 2,1% nos serviços, crescimento que classificou como "muito robusto", tendo-se verificado também um crescimento do emprego na indústria "acima de 1%".

O governante sublinhou que é "sempre difícil" quando as empresas sofrem quebras da procura em mercados específicos encontrar imediatamente outros mercados, mas mostrou-se confiante de que isso "também vai acontecer".

Já no que respeita às sanções que a Comissão Europeia ponderar aplicar a Portugal por não ter conseguido reduzir o défice excessivo no prazo acordado, Centeno considerou que o país não deveria ser sujeito a qualquer sanção.

"Estamos a trabalhar com a Comissão Europeia para explicar as razões pelas quais, obviamente, pensamos que o país na situação em que está de alteração das suas condições de crescimento não deveria ser sujeito a nenhuma sanção", concluiu.

Açormédia, S.A. | Todos os direitos reservados

Este site utiliza cookies: ao navegar no site está a consentir a sua utilização.
 
Termos e Condições de Uso.