Açores/Eleições

CDU critica "promessas sucessivas" do PS e lembra obras "por concluir"

CDU critica "promessas sucessivas" do PS e lembra obras "por concluir"

 

Lusa/AO Online   Regional   3 de Out de 2016, 16:54

O coordenador da CDU/Açores, Aníbal Pires, criticou hoje a política do Governo Regional do PS, que "promete sucessivamente obra" e "nem sequer a consegue concluir", insistindo na perda da maioria absoluta do Partido Socialista.

“Estive há pouco junto àquilo que deveria ser a Marina da Barra, mas que está tal como há oito anos. Isto quer dizer que o Partido Socialista promete sucessivamente obra e nem sequer a obra consegue concluir”, afirmou Aníbal Pires, que se recandidata às eleições legislativas regionais de 16 de outubro.

Em declarações à Lusa, o cabeça de lista pelo círculo eleitoral da ilha de São Miguel e pelo círculo de compensação, disse que a Graciosa, ilha onde está no segundo dia de campanha eleitoral, é "um exemplo" de como o PS tem "deixado no esquecimento", ao longo destes anos, várias ilhas.

Para o coordenador regional da CDU, os socialistas têm vindo “a insistir num erro”, uma vez que os Açores “continuam a apresentar indicadores sociais e económicos” que colocam a região “na cauda das regiões de Portugal e das regiões europeias”.

“Portanto, é necessário encontrar outras soluções”, frisou Aníbal Pires, acrescentando que nos contactos que manteve com a população da ilha Graciosa recebeu “algumas queixas sobre questões relacionadas com a habitação e rede viária”.

À população local, Aníbal Pires transmitiu a importância de reforçar a votação na CDU, alegando que "todos os votos contam".

"Os graciosenses têm contribuído com os seus votos para a eleição de um deputado da CDU nas duas legislaturas anteriores. E devem continuar a dar-nos o apoio e a dar-nos até mais apoio, porque quanto mais representação tivermos na Assembleia Legislativa Regional maior eficácia daremos às nossas propostas, sobretudo se com a eleição de mais deputados da CDU contribuirmos para tirar a maioria absoluta ao Partido Socialista", referiu.

Insistindo na necessidade de retirar a maioria absoluta ao PS nos Açores, o candidato disse que esta mesma maioria "tem sido o grande obstáculo ao desenvolvimento da Região Autónoma dos Açores".

"A história recente demonstrou claramente a importância de não haver maiorias absolutas. Quando não há maiorias absolutas, as soluções constroem-se com diálogos e não são impostas apenas por um partido. E isto só pode resultar em benefício para as populações e na procura de soluções de um novo paradigma de desenvolvimento", sublinhou Aníbal Pires, que voltou a defender uma aposta na diversificação agrícola e na dinamização do mercado interno.

Segundo Aníbal Pires, é preciso, no entanto, "alterar a política de rendimentos" para que "a população possa ter poder de compra e, assim, aumentar o consumo e dinamizar a economia regional".

Na Graciosa, o candidato disse que a população "transmite alguns receios" e algumas pessoas "evitam falar", mas "quem não tem medo e fala" aponta para a necessidade de "haver efetivamente mudanças", acrescentando que "há alguma insatisfação não só relativamente ao Governo Regional", mas também "em relação a quem tem representado no parlamento [regional] a Graciosa".

 


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