CDS questiona Governo sobre plano para as fajãs de São Jorge

CDS questiona Governo sobre plano para as fajãs de São Jorge

 

Lusa/AO online   Regional   28 de Abr de 2016, 18:48

O CDS-PP/Açores questionou o Governo Regional sobre a utilização dos 250 mil euros previstos para aplicar o Plano Integrado de Desenvolvimento das Fajãs, na ilha de São Jorge, documento já aprovado no parlamento.

 

"Em 11 de fevereiro de 2015, foi aprovado, por unanimidade, um projeto de resolução do CDS-PP que visava recomendar ao Governo [Regional] que elaborasse, em estreita colaboração com os municípios da ilha de São Jorge, o Plano Integrado de Desenvolvimento das Fajãs", adianta o requerimento assinado pela deputada centrista Ana Espínola, que foi hoje enviado ao parlamento dos Açores.

Segundo a deputada, este plano, ainda por concretizar, teve dotações orçamentais alocadas nos planos anuais da região para 2015 e 2016, totalizando 250 mil euros.

A ilha de São Jorge e as suas mais de sete dezenas de fajãs -- pequenas planícies junto ao mar que tiveram origem em desabamentos de terras ou lava - constituem um património natural e cultural único no contexto do arquipélago.

Em março deste ano, o Conselho Internacional de Coordenação do Programa MaB - Man and the Biosphere (O Homem e a Biosfera), da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura, classificou as fajãs de São Jorge.

O território passou assim a integrar a Rede Mundial de Reservas da Biosfera, na sequência da candidatura apresentada pelo Governo dos Açores em 2014.

Em concreto, o CDS-PP quer saber que diligências foram realizadas no âmbito do plano, de que forma foram utilizadas as verbas alocadas, como o Governo Regional pretende dar cumprimento ao referido plano e qual a calendarização das medidas a aplicar.

Para os centristas açorianos, importa "recuperar o património existente, consolidar encostas, melhorar acessos e trilhos pedestres e tornar as fajãs num verdadeiro ativo turístico".

"O desenvolvimento daquele plano, em estreita colaboração com os municípios, terá um papel crucial para a economia local, dinamizando o sector da construção civil, possibilitando a criação de postos de trabalho, melhorando a oferta turística e criando melhores condições a quem nos visita", referem.

Contactado pela Lusa, fonte da Secretaria Regional do Turismo e Transportes referiu que "o Governo Regional responderá utilizando os trâmites normais, nada mais tendo a comentar sobre o assunto para já".


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