CDS-PP acredita que pode retirar maioria absoluta ao PS

CDS-PP acredita que pode retirar maioria absoluta ao PS

 

Lusa/AO Online   Regional   2 de Set de 2016, 13:05

O líder do CDS-PP/Açores, Artur Lima, manifestou hoje a convicção de que o partido pode aumentar o número de deputados na Assembleia Legislativa Regional, nas próximas eleições, e contribuir para retirar a maioria absoluta ao PS.

 

"Acredito piamente e vou empenhar-me por isso. Em todas as ilhas nos vamos empenhar por retirar a maioria absoluta ao Partido Socialista e nos afirmarmos como um voto alternativo dos açorianos, que não querem votar no PS e não querem votar no PSD", frisou.

Artur Lima, que concorre como cabeça de lista pelo círculo eleitoral da ilha Terceira, de onde é natural, e pelo círculo eleitoral da compensação, falava aos jornalistas à margem da entrega da lista pela ilha Terceira no Tribunal de Angra do Heroísmo.

O líder centrista disse estar convicto de que o PS vai ganhar as eleições legislativas regionais no próximo dia 16 de outubro, mas considerou que o CDS-PP pode evitar que vença novamente com maioria absoluta.

"O PSD, toda a gente sabe, já perdeu as eleições. Não tem a mínima hipótese de ganhar, portanto, um voto no PSD é um voto perdido. Um voto útil é um voto no CDS. É um voto que consiga retirar a maioria, a arrogância e a prepotência que, ao longo destes quatro anos, algumas vezes o governo do PS demonstrou", salientou.

Artur Lima disse que o "melhor governo" dos Açores foi o primeiro da governação socialista, entre 1996 e 2000, porque não tinha maioria absoluta, acrescentando que nesse mandato foi possível aprovar na Assembleia Legislativa medidas como o complemento de reforma e a redução dos impostos.

Nas últimas eleições legislativas regionais, que se realizaram a 14 de outubro de 2012, o CDS-PP passou de cinco para três deputados, perdendo mandatos nas ilhas das Flores e de São Miguel.

O líder regional centrista disse esperar que os eleitores "premeiem" o CDS-PP pelo trabalho desenvolvido nos últimos quatro anos, salientando que as pessoas votam nos deputados das suas ilhas e não em presidentes do Governo.

"Nós nunca concorremos para perder. Temos boas listas em todas as ilhas, menos no Corvo, onde não vamos concorrer. De resto, a nossa expetativa é crescer e eleger em várias ilhas", apontou.

Artur Lima considerou que a principal prioridade dos Açores é o desenvolvimento da economia, acrescentando que é preciso "pôr a iniciativa privada a funcionar e criar riqueza".

"Os Açores têm potencial para se desenvolver, precisam é de um bom governo. Não precisam de subsidiodependência e da criação de empresas públicas, que garantem votos, mas não garantem desenvolvimento, de empresas públicas que não geram um tostão de rendimento, mas geram milhões de défice", frisou.

O CDS-PP elegeu, nas últimas eleições regionais, três deputados, pelos círculos eleitorais da Terceira, de São Jorge e da compensação.

O PS elegeu 31 dos 57 deputados da Assembleia Legislativa dos Açores, o PSD conquistou 20 mandatos e BE, CDU e PPM um cada.

Nos Açores, onde o PS governa há 20 anos, há nove círculos eleitorais, coincidentes com cada uma das ilhas, e um círculo regional de compensação.

 

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