CDS-PP/Açores insiste em núcleo museológico dos cabos submarinos no Faial

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Graça Silveira

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O CDS-PP/Açores insistiu na criação do núcleo museológico dos cabos submarinos na ilha do Faial, proposta aprovada em 2013 na Assembleia Legislativa, que está, segundo o Governo Regional socialista, em desenvolvimento como museu das comunicações.
 

 

"No início do século XX, a cidade da Horta viveu tempos áureos sob a influência das companhias dos cabos submarinos que se instalaram na 'Trinity House'. O CDS considera que não podemos continuar a viver e a lembrar apenas a Horta que fomos e que já não somos, mas sim capitalizar esse património histórico", disse a deputada centrista no parlamento regional Graça Silveira.

A parlamentar, que falava aos jornalistas na Horta, ilha do Faial, lamentou que o Governo Regional não tenha feito "rigorosamente nada" passados que são "três anos e três orçamentos com verba aprovada".

"Isto é mais uma das iniciativas do CDS aprovada e não implementada", adiantou Graça Silveira, considerando que tal revela um "total desrespeito pelo parlamento, que aprovou a iniciativa".

Para Graça Silveira, "os faialenses foram votados, uma vez mais, ao esquecimento".

A 29 de novembro de 2013, no parlamento dos Açores, por proposta do CDS-PP, foi aprovada a criação de um núcleo no museu da Horta dedicado à história dos cabos submarinos.

A deputada centrista adiantou que a verba destinada na proposta de Orçamento para 2017 para este núcleo museológico foi "reduzida substancialmente", uma vez que em 2016 estavam inscritos 75 mil euros, mas este ano são uns "míseros dez mil euros".

Para Graça Silveira, a redução de verbas para o projeto revela que o Governo Regional "não está disposto a fazer rigorosamente nada" sobre esta matéria.

"Não se compreende que, numa altura em que o turismo representa já 30% das exportações na região e é a única indústria com capacidade de crescimento, não se faça este pequeno investimento no Faial, que teria enorme retorno em termos de oferta turística e criação de emprego que a ilha tanto precisa", sustentou.

A deputada acrescentou que quando os centristas apresentaram a iniciativa a "Trinity House" estava disponível.

O diretor regional da Cultura, Nuno Lopes, garantiu que o projeto "está em desenvolvimento", tendo já havido várias reuniões, incluindo com o Museu da Horta, mas reconheceu que o facto de o edifício estar ocupado não tem facilitado o processo.

Nuno Lopes esclareceu ainda que o projeto contempla um museu das comunicações e não apenas o núcleo museológico dos cabos submarinos, como é proposto pelos centristas, dado que seria "demasiado redutor".

O primeiro cabo submarino foi instalado na Horta em 1893 pela companhia inglesa Telegraph Construction and Maintenance Company, surgindo mais tarde outras companhias inglesas, norte-americanas e alemãs.

Além da "Trinity House", as companhias de cabos submarinos construíram o edifício onde funciona o hotel Fayal e também a denominada Colónia Alemã, esta ocupada por serviços governamentais.