Cavaco Silva dirige quinta-feira tradicional mensagem de Ano Novo aos portugueses

Cavaco Silva dirige quinta-feira tradicional mensagem de Ano Novo aos portugueses

 

Lusa/AO Online   Nacional   30 de Dez de 2014, 07:47

O Presidente da República dirige-se quinta-feira aos portugueses na tradicional mensagem de Ano Novo, depois de na semana passada ter renovado a garantia de uma cooperação institucional "leal e aberta" e antecipado que 2015 será um ano exigente.

 

A mensagem de Cavaco Silva, a transmitir na quinta-feira, será a penúltima do seu mandato, que termina em 2016, e a última na vigência da XII legislatura e da atual maioria governativa PSD/CDS-PP, com as eleições legislativas a realizarem-se em 2015.

"Eu sei muito bem que o ano de 2015 não vai ser um ano fácil para quem tem a responsabilidade de governar. Eu sei muito bem que o Governo enfrentará desafios complexos, grandes exigências, e que há muitos desejos que não podem ser concretizados no curto prazo", declarou Aníbal Cavaco Silva, na apresentação de cumprimentos de boas festas pelo Governo ao chefe do Estado, no passado dia 22.

Na mesma ocasião, Cavaco Silva defendeu que "os portugueses esperam que a melhoria que se verificou no ano de 2014, na produção, no emprego, nos rendimentos, se consolide e reforce no ano de 2015".

"O que posso dizer é que, como aconteceu sempre no passado ao longo dos meus mandatos, o Governo continuará a contar com a cooperação institucional leal e aberta e a cooperação estratégica, porque é assim que se deve trabalhar em conjunto para dar resposta aos problemas do país, e como disse há pouco, aos que são mais frágeis e vulneráveis da nossa sociedade", garantiu.

Já em tom de balanço do ano que passou, o chefe de Estado afirmou que foi "politicamente muito intenso, quer ao nível interno quer ao nível externo" e destacou alguns "sinais positivos", entre os quais "a conclusão do programa de assistência financeira, sem que fosse necessário um segundo resgate ou um programa cautelar".

Na mensagem de Ano Novo que dirigiu aos portugueses em 2014, Cavaco Silva antecipava que Portugal terminaria o Programa de Assistência Financeira sem necessitar de um segundo resgate, embora admitindo que "um programa cautelar é uma realidade diferente".

O Presidente da República retomou, nessa ocasião, o apelo às forças políticas para um "compromisso de salvação nacional", considerando que os portugueses beneficiariam desse acordo no período `pós-troika´, um apelo que não teve no entanto concretização.

Em 2013, foi na mensagem que o chefe de Estado anunciou que iria requerer a fiscalização sucessiva da constitucionalidade do Orçamento argumentando que havia "fundadas dúvidas sobre a justiça na repartição dos sacrifícios".

Quase em jeito de antecipação ao que viria a acontecer no verão de 2013, Cavaco Silva aproveitou ainda a mensagem de Ano Novo para advertir que Portugal não estava "em condições de juntar uma grave crise política à crise" em que o país estava mergulhado e defendeu a necessidade de "urgentemente pôr cobro" à "espiral recessiva" e concentrar esforços no crescimento económico.

Um ano antes, em 2012, e quando se completavam quase seis meses do Governo PSD/CDS-PP liderado por Pedro Passos Coelho, o chefe de Estado já tinha falado da importância de uma agenda para o crescimento e emprego, considerando que sem isso a situação social se poderia tornar "insustentável".


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