Casa de Saúde colabora com inspeções regionais para esclarecer morte de três utentes

Casa de Saúde colabora com inspeções regionais para esclarecer morte de três utentes

 

Lusa/AO online   Regional   1 de Abr de 2016, 18:14

A Casa de Saúde de São Rafael, em Angra do Heroísmo, anunciou que está a colaborar com inspeções regionais para esclarecer a morte de três utentes, na sequência de um alegado surto diarreico.

 

"A Casa de Saúde de S. Rafael recebeu nos últimos dias os inspetores da Delegação de Saúde e da Inspeção Regional das Atividades Económicas, com quem tem estado em estreita colaboração no sentido do esclarecimento de toda esta situação", disse, em comunicado, o Instituto de São João de Deus, ao qual pertence a Casa de Saúde de São Rafael.

O comunicado surge depois de uma notícia da RTP/Açores que dava conta da morte de três utentes da Casa de Saúde de São Rafael na mesma noite.

O instituto alega que esteve em causa um "surto diarreico sem febre associada, que afetou alguns utentes e que levou à hospitalização de dois deles, um de 73 anos e outro de 41".

Estes dois utentes, acrescenta, foram transportados para o hospital de Santo Espírito da ilha Terceira, no dia 17 de março, onde faleceram no dia seguinte.

O comunicado acrescenta que um terceiro utente, de 44 anos, que “manifestou apenas alguns sintomas de má disposição, veio a aparecer cadáver no leito, aquando da ronda noturna", na instituição.

De acordo com o instituto, a situação dos restantes utentes que apresentaram "algum tipo de mal-estar ou diarreia" foi normalizada gradualmente e todos foram "assistidos, monitorizados e medicados nos casos necessários pelo corpo clínico".

"A Casa de Saúde S. Rafael tomou todas as diligências necessárias no sentido de identificar a causa desta ocorrência tendo sido enviadas para análise bacteriológica no hospital da ilha Terceira, colheitas de fezes dos utentes que apresentavam diarreias mais graves", frisou.

O Instituto de São João de Deus alegou que não foi realizada autópsia ao utente que faleceu na casa de saúde, "por não se tratar de uma morte violenta, nem existirem suspeitas de crime", acrescentando que o hospital adotou o mesmo procedimento e que o óbito foi comunicado imediatamente à Delegação de Saúde.

Contactada pela Lusa, fonte da Direção Regional da Saúde disse que foi aberto um "processo de averiguação e diligências para esclarecimento do caso".

A Delegação de Saúde de Angra do Heroísmo deu início a "uma série de vistorias, não só no âmbito alimentar, mas também a toda a instituição, no sentido de recolher dados concretos sobre as ocorrências em questão".

Por sua vez, o Ministério Público disse estar a "recolher elementos e a analisar a situação", acrescentando que até ao momento, "não recebeu qualquer participação ou queixa relativa ao assunto".


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