Carro representa metade dos gastos dos portugueses em energia

Carro representa metade dos gastos dos portugueses em energia

 

Lusa/AO online   Economia   17 de Out de 2011, 17:00

As famílias portuguesas gastam, em média, 1843 euros por ano em energia, dos quais mais de metade é consumido no carro particular, conclui um estudo da ADENE - Agência para a Energia, divulgado hoje

Segundo o inquérito realizado pela ADENE sobre o consumo de energia no setor doméstico, a despesa global com energia por alojamento em Portugal, incluindo os transportes, é de 1843 euros por ano, sendo que o estudo refere que "o transporte individual é agora responsável por mais de metade do consumo energético (50,6 por cento) e da despesa total com energia (54,4 por cento) nos alojamentos".

No fundo, segundo o inquérito realizado entre outubro de 2009 e setembro de 2010, o carro representa hoje "um gasto energético médio de 1002 euros por ano, acima dos 840 euros gastos com o consumo na casa".

O inquérito, que resulta da colaboração entre a direção-geral de Energia e Geologia e o Instituto Nacional de Estatística com o cofinanciamento da Comissão Europeia, revela que, pela primeira vez, o consumo de energia e a respetiva despesa com os veículos para transporte individual é superior ao consumo de energia dos alojamentos.

Nas duas edições anteriores do inquérito, em 1989, o consumo nos veículos utilizados no transporte individual no alojamento representava 21,8 por cento, subindo em 1996 para 37,8 por cento.

O estudo adianta também que, do total dos alojamentos de residência principal, 73,5 por cento têm meios de transporte afetos, automóvel ou motociclo.

Em média, há 1,1 automóveis e 0,1 motociclos por alojamento e isso justifica "o grande crescimento no consumo dos combustíveis rodoviários, em especial do gasóleo, quando se comparam estes resultados com as anteriores edições do inquérito", refere o estudo.

No que se refere ao consumo de energia no alojamento, nos últimos anos, "a eletricidade tornou-se na principal fonte energética nas casas portuguesas, com 42,6 por cento.

O estudo indica que a eletricidade "foi a fonte de energia que sofreu maior alteração relativamente aos últimos inquéritos", registando uma percentagem de 15,8 por cento em 1989 e 27,5 por cento em 1996.

O inquérito refere que o aumento do consumo de eletricidade "estará diretamente associado ao aumento do conforto térmico e do número de equipamentos elétricos disponíveis nas habitações".

O GPL, butano e propano, aparece em terceiro lugar, com cerca de 19 por cento do total, com predominância do GPL garrafa (16,6 por cento).

Já o gás natural, introduzido em Portugal a partir de 1997, assume-se como a quarta fonte de energia mais consumida (9 por cento), "apesar de a distribuição estar limitada ao continente".


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