Candidato do BE/Açores defende revisão do Plano Diretor Municipal de Ponta Delgada

Candidato do BE/Açores defende revisão do Plano Diretor Municipal de Ponta Delgada

 

LUSA/AO online   Regional   12 de Jun de 2017, 19:45

O recandidato independente do BE/Açores à presidência da Câmara Municipal de Ponta Delgada nas eleições autárquicas de 01 de outubro defendeu a "necessidade premente" da revisão do plano diretor municipal do concelho.

"Menciono a necessidade premente da revisão do Plano Diretor Municipal, convenientemente articulado com um Plano de Pormenor de Salvaguarda do Centro Histórico, como forma de anular futuras ações urbanísticas idênticas às que adulteraram e adulteram todos os dias a cidade”, declarou Kol de Carvalho, na apresentação oficial da sua candidatura, em Ponta Delgada, ilha de São Miguel.

Kol de Carvalho, natural da Terra Chã, ilha Terceira, 69 anos, arquiteto, declarou que ambos os documentos de gestão territorial devem ser “assistidos por um licenciamento de rigor em tempo oportuno, credibilizando politicamente a imprescindível componente técnica, para uma gestão urbanística de rigor”.

O candidato propõe-se “Sublinhar Ponta Delgada” como uma “cultura de responsabilidade, valores e princípios” capaz de “abrir um novo ciclo autárquico, por uma sociedade solidária, centrada na dignidade da pessoa humana”.

Kol de Carvalho considerou que “urgem terapêuticas sociais, culturais, urbanas e ambientais de forte valorização participativa” que “não podem aplicar-se casuisticamente”.

O arquiteto referiu que o contrário continuará a conduzir ao “esbanjamento de dinheiros públicos, sem adequadas soluções, num permanente quadro de disparates sociais, urbanos e ambientais, numa proliferação de irresponsabilidades em que não nos revemos”.

“’Sublinhar Ponta Delgada’ é reconstruir a cidade invisível, a cidade inclusiva geradora de pertença e segurança, debruçada sobre as atividades que geram valor acrescentado, qualificam o trabalho, combatem a precariedade, utilizam de forma eficiente os recursos e não degradam o ambiente, onde o planeamento territorial e urbano é essencial como garantia do interesse público e da sustentabilidade no desenvolvimento urbano”, disse.

O candidato defendeu o “fornecimento de uma habitação social” que promova a ocupação dos fogos devolutos das “inacabadas e aparentemente abandonadas operações a custos controlados, ou construindo quando caso disso”.

Kol de Carvalho preconizou o “direito à mobilidade, assente em redes e infraestruturas de transporte público”, o “combate firme às fontes emissoras de poluição” e a “garantia da democratização do acesso aos bens de saúde de educação, cultura e desporto”, bem como o combate à “contratação precária nos critérios de contratação pública da autarquia.”


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