Candidata Graça Castanho diz que portugueses querem uma "Presidência sem tabus"

Candidata Graça Castanho diz que portugueses querem uma "Presidência sem tabus"

 

Lusa   Regional   31 de Ago de 2015, 20:11

A candidata presidencial Graça Castanho disse hoje que os portugueses querem em Belém um Presidente da República que não faça do seu mandato "um universo de tabus" e que seja mais próximo das pessoas.

Passados três meses desde a apresentação da sua candidatura e após uma volta pelo país, Graça Castanho concluiu que "as populações sentem necessidade de uma maior proximidade com a figura presidencial", querem um Presidente "mais atuante ao nível da fiscalização" do Governo e "desejam uma Presidência sem tabus, que se dirija, com frequência, ao povo" para "esclarecer as ações e diligências" que desenvolve.

"Uma figura presidencial que não faça da sua missão e do seu mandato um universo de tabus", sublinhou, numa conferência de imprensa em Ponta Delgada.

Graça Borges Castanho apresentou a intenção de se candidatar à Presidência da República, nas eleições do próximo ano, a 30 de maio, com o slogan "De Portugal para o mundo", e revelou hoje que já reuniu cerca de 5000 assinaturas para formalizar a candidatura.

"Esta candidatura faz história. Pela primeira vez temos uma candidatura que prevê fazer a ligação de Portugal com o mundo. É uma candidatura apoiada por cidadãos e cidadãs, bem como por movimentos cívicos no país e no estrangeiro. É uma candidatura totalmente independente. (...) E efetivamente serei a primeira mulher açoriana na História de Portugal a candidatar-se à Presidência da República", afirmou, ressalvando que se por acaso surgir outra candidata dos Açores, será "bem-vinda" e "motivo de orgulho para todos os açorianos".

Para Graça Castanho, os sucessivos presidentes não têm "propiciado a unidade nacional que esta candidatura prevê".

Por outro lado, destacou que assumiu "desde a primeira hora" que esta seria uma candidatura "sem amarras políticas", por isso, não quer apoios de "máquinas partidárias", embora sejam bem-vindos apoios de pessoas com carreira política, enquanto cidadãos, que "se assumam como indivíduos" ou fazendo parte de um movimento cívico.

"Toda a gente é bem-vinda nesta base e é assim que nós queremos que se mantenha. Porque isto também faz parte da missão desta campanha. Eu sinto que estou em missão. E estou em missão, precisamente, para poder mostrar ao país que uma mulher sem amarras partidárias de qualquer tipo, sem esses apoios institucionais que os outros candidatos tanto almejam, vai chegar a bom porto", afirmou.

Nos próximos meses - embora com uma pausa durante a campanha para as legislativas - Graça Castanho vai prosseguir a sua ronda pelo país e pelas comunidades de emigrantes, a que se referiu por diversas vezes nesta conferência de imprensa, assim como aos imigrantes, destacando que as migrações são uma área a que se dedicou ao longo da sua vida.

Graça Castanho é professora na Universidade dos Açores e foi diretora regional das Comunidades de um Governo Regional liderado pelo socialista Carlos César.


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