Candidata do PPM quer promover cultura da ilha Terceira

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A cabeça de lista do Partido Popular Monárquico (PPM) pelo círculo da Terceira às eleições regionais dos Açores, Aline de Beuvink, quer defender a cultura da ilha no parlamento regional, destacando o seu potencial turístico.
 

 

"Uma das nossas principais medidas tem a ver com a cultura ligada ao turismo. Queremos preparar uma iniciativa parlamentar para elevar a tourada à corda a Património Imaterial da UNESCO, uma ideia que foi defendida pela Associação de Mordomos das Festas Tradicionais da Ilha Terceira", disse à Lusa Aline de Beuvink.

Segundo a candidata, as touradas à corda são ameaçadas pelos "partidos extremistas" de esquerda, mas, além do seu valor cultural, representam "2,4% do produto interno bruto dos Açores".

Por outro lado, Aline de Beuvink considerou ser necessário promover outras manifestações culturais existentes na ilha Terceira, como as Festas do Espírito Santo, os bailinhos de Carnaval e as cantigas ao desafio.

"Fala-se muito da riqueza natural dos Açores, mas se se falasse também nesta riqueza cultural, ia haver uma invasão de turistas para ver estas coisas, porque são manifestações autênticas", salientou.

Ainda no setor do turismo, a candidata do PPM disse ser necessário garantir a concretização dos voos ‘low cost' para a ilha, melhorar o acesso a zonas turísticas, requalificar espaços balneares e melhorar a articulação dos transportes marítimos, aéreos e terrestres.

Quanto à base das Lajes, a cabeça de lista defendeu uma "renegociação" com a administração norte-americana após as eleições dos Estados Unidos, alegando que a base continua a ter uma "posição privilegiada".

Aline de Beuvink sugeriu também a criação de uma "zona franca" com isenções fiscais para incentivar a diversificação agrícola e garantir a autossuficiência alimentar da ilha, alegando que essa medida contribuiria para "aumentar o emprego e o empreendedorismo".

Natural do Brasil, a residir em Lisboa, Aline de Beuvink viveu na Terceira na juventude e manteve uma "ligação muito forte" com a ilha, por isso decidiu candidatar-se a estas eleições regionais.

"É uma forma de retribuir os anos maravilhosos que passei na Terceira e a forma incrível como as pessoas me receberam", adiantou.

Aos 41 anos, a professora universitária é vice-presidente do PPM há três anos e militante do partido desde 2009, tendo já sido eleita deputada municipal em Lisboa.

A candidata do PPM admitiu que será difícil ser eleita pela Terceira, mas disse ter "confiança no interesse dos terceirenses pelo trabalho do PPM".

Nos Açores, onde o PS governa há 20 anos, há nove círculos eleitorais, coincidentes com cada uma das ilhas, e um círculo regional de compensação.

Nas últimas eleições regionais, o PS elegeu 31 dos 57 deputados da Assembleia Legislativa dos Açores, o PSD conquistou 20 mandatos, o CDS-PP três e PPM, CDU e BE um cada.