Canadá com projeto piloto para regularizar "número limitado" de indocumentados

Canadá com projeto piloto para regularizar "número limitado" de indocumentados

 

Lusa/AO Online   Internacional   23 de Dez de 2016, 10:06

O Canadá pretende avançar com um projeto-piloto para regularizar a situação indocumentada de alguns imigrantes, disse à agência Lusa o ministro da Imigração.

"Em certos casos, vamos colocar algumas dessas pessoas no sistema, mas há um número elevado de pessoas (indocumentadas) no Canadá, daí que terá de ser um número limitado, num projeto-piloto", disse John McCallum, sem adiantar mais pormenores.

O ministro falava à Lusa, na quinta-feira à noite, durante o jantar de Natal numa rádio multicultural, em Toronto, a CIRV Rádio, que emite nove horas diárias em língua portuguesa.

Calcula-se que existem só na Grande Área de Toronto, cerca de 100 mil a 250 mil trabalhadores estrangeiros indocumentados.

Num balanço do ano de 2016, e nas mudanças efetuadas aos programas de imigração pelo seu ministério, John McCallum destacou a redução do tempo de espera nos vistos para residentes permanentes patrocinados por um cônjuge, que habitualmente demoram dois anos, e em 2017 o tempo será reduzido para 12 meses.

"Reduzimos o tempo de espera para os cônjuges para a reunificação de famílias, que era de dois anos e passámo-lo para um ano. Portanto, é metade do tempo", afirmou.

O Governo canadiano anunciou no dia 08 de dezembro que em 2017 cerca de 64 mil cônjuges e dependentes devem ficar com o estatuto de residentes permanentes no país.

Outra das medidas que John McCallum destacou foi permitir que os estudantes internacionais tenham mais facilidades no acesso à residência permanente.

"Estamos a dar-lhes pontos para o programa Entrada Expresso para que, desse modo, se possam tornar residentes permanentes. Há muitas coisas que estamos a fazer, mas julgo que estes dois pontos são os mais importantes", sublinhou.

Quanto a 2017, o ministro da Imigração, que também tem a pasta da Cidadania e dos Refugiados, destacou que, apesar do "muito já foi feito", ainda "é preciso ser feito muito mais", existindo alguns desafios, como a "redução do tempo do processamento dos ficheiros, melhoramentos no site da imigração e o nível de serviço".

O exame linguístico de inglês ou francês, as línguas oficiais do Canadá, obrigatório para todos aqueles que pretendem adquirir a cidadania canadiana e a residência permanente através de contrato, tem sido uma barreira para muitos trabalhadores estrangeiros temporários, mas o ministro argumentou ser necessário, embora admita que “pode ser debatido".

"Achamos que ter conhecimentos a um certo nível de inglês é importante para se tornar em cidadão canadiano. Também está provado que no mercado laboral, se tiverem conhecimentos em inglês ou francês, é melhor se tiverem essa capacidade. Não queremos acabar com o teste, mas queremos debater o nível de teste e as margens, se for mais fácil ou difícil. Acho que é uma parte importante do nosso sistema", concluiu.

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