Campos e Cunha diz que não há razões para reduzir salários no sector privado


 

Lusa / AO online   Economia   19 de Nov de 2011, 12:13

O economista Luís Campos e Cunha defendeu hoje que não há razões para reduzir salários no sector privado, sublinhando que “os custos unitários do trabalho têm evoluído muito favoravelmente” para as empresas.

Para o antigo ministro das Finanças, o aumento do horário de trabalho e a diminuição do número de feriados serão suficientes, neste momento, para assegurar uma ainda maior redução dos custos do trabalho.

“Não vejo razão para haver mais ajustamentos do ponto de vista salarial”, sublinhou.

Admitiu, no entanto, que “noutras circunstâncias”, a redução salarial poderá fazer sentido.

“Veremos. Pode ser que daqui a um ano faça sentido, mas esperemos que não, que daqui a um ano estejamos a falar de aumento de salários”, acrescentou.

Segundo o antigo governante, a solução para a crise passa pela poupança, tanto dos portugueses em geral como do Estado.

“Os portugueses estão a poupar mais e o Estado também está a poupar, embora em boa parte à nossa custa”, afirmou, defendendo que o Estado deveria poupar “na despesa, na gordura, na burocracia, na confusão”.

Campos e Cunha disse que o corte dos subsídios de férias e de Natal aos funcionários públicos são apenas “uma forma de adiar o problema”, até porque “não podem ser definitivos, por razões constitucionais”.

O ex-ministro avisou que 2012 vai ser um ano “de grande austeridade”, mas sublinhou que “os próximos seis meses vão ditar muita coisa”.

“Esperamos que dentro de dois a três anos a economia esteja a crescer a uma taxa saudável”, disse ainda.

O economista falava em Braga, à margem da conferência “Poupança e Investimento – Preparar o futuro”, promovida pela Casa de Investimentos.


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