Campanha do Banco Alimentar com corte de 15% face a 2013


 

Lusa/AO online   Nacional   1 de Dez de 2014, 10:16

A presidente da Federação Portuguesa dos Bancos Alimentares Contra a Fome disse que a campanha do fim de semana e na qual foram recolhidas 2.325 toneladas de alimentos representa um decréscimo de 15% face a dezembro de 2013.

Em declarações à agência Lusa, Isabel Jonet justificou contudo que esse decréscimo em relação à campanha de dezembro de 2013 (quando foram recolhidas 2.767 toneladas) se deve ao desvio das doações para campanhas através da Internet e vales de supermercado e gasolineiras, que continuam até domingo, e por isso, ainda não estão contabilizadas.

“Os produtos recolhidos em saco no supermercado registaram uma quebra de 15% em relação à campanha de Natal de 2013, muito embora, em nosso entender, hoje as campanhas são em três modalidades que se complementam e completam. Acaba por haver um desvio das doações”, realçou Isabel Jonet.

De acordo com a presidente da Federação Portuguesa dos Bancos Alimentares Contra a Fome, trata-se de pessoas que habitualmente doavam em produtos e agora optam pelo vale, que representa já 15% daquilo que é doado nas campanhas.

“Diria que se nota, que há o mesmo número de doações, mas os sacos vêm menos cheios”, disse.

Os Bancos Alimentares Contra a Fome recolheram este fim de semana 2.325 toneladas de alimentos, numa campanha realizada em 1.995 superfícies comerciais e que contou com a colaboração de 42 mil voluntários.

“No caso da campanha de saco, que fazemos nos supermercados com recursos a voluntários, o resultado final de domingo já está muito perto da realidade, haverá pequenos ajustes no norte do país que só adianta com números durante o dia de hoje”, disse.

Na opinião de Isabel Jonet, apesar da crise, o balanço “é positivo” e demonstra que os “portugueses são solidários e não querem deixar de contribuir”.

“Nós costumamos dizer que as campanhas são o melhor que podem ser em cada momento. Foram recolhidos 2.325 toneladas, que é um valor que dificilmente tem comparação ou expressão em iniciativas deste tipo.

Isabel Jonet disse ainda que os géneros alimentares recolhidos serão distribuídos, a partir da próxima semana, a 2.400 instituições de solidariedade social, que os entregam a cerca de 425 mil pessoas com carências alimentares comprovadas, sob a forma de cabazes ou de refeições confecionadas.

Esta campanha ficou marcada pela introdução de sacos de papel, mais amigos do ambiente do que os tradicionais sacos de plástico, embora recicláveis.

Até ao próximo domingo será também possível contribuir para a campanha através da “Ajuda Vale”, que tem como lema “uma ajuda que não pesa mas vale”, pedindo um vale com um código de barras específico para poder doar produtos nas caixas dos supermercados ou gasolineiras (BP e CEPSA) e ‘online’ através do endereço alimentestaideia.net.



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