Braquiterapia em cancro da mama permite reduzir duração do tratamento a quatro dias

Braquiterapia em cancro da mama permite reduzir duração do tratamento a quatro dias

 

Lusa/Açoriano Oriental   Internacional   22 de Mar de 2017, 11:17

A braquiterapia em casos de cancro da mama pouco agressivos permite reduzir a duração do tratamento de sete semanas para quatro dias, com os mesmos resultados em termos de sobrevivência e com menos efeitos secundários a nível cutâneo.

Esta é a principal conclusão de um estudo elaborado com 1200 doentes de sete países, divulgado pela revista científica Lancet Oncology, e que comparou os resultados da radioterapia com os da braquiterapia, que contudo só pode ser usada numa percentagem reduzida de casos.

O tratamento com braquiterapia consiste na colocação de uma fonte radioativa dentro ou na proximidade do tumor, com o objetivo de que sejam destruídas as células malignas.

Os doentes que integraram este estudo foram mulheres de mais de 50 anos e com tumor de grau 1 ou 2, com um máximo de três centímetros de diâmetro.

Outros parâmetros que se têm em conta ao aplicar a braquiterapia são que o doente não tenha os gânglios afetados e que o tumor tenha recetores hormonais positivos.

Estes parâmetros reduzem bastante a percentagem de doentes que podem receber tratamento, restringindo-os a uns 10% (dados recolhidos em relação à população da Catalunha, dado que o Instituto Oncológico desta região espanhola participou no estudo).

A responsável da Unidade de Braquiterapia do Instituto da Catalunha Cristina Gutiérrez explicou à agência EFE que esta técnica se aplica numa só intervenção. Uma vez aplicada, o doente pode fazer a sua vida normal durante os quatro dias que dura o tratamento, embora tenha de deslocar-se duas vezes por dia ao centro de tratamento.

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