Bill Gates acredita que a polio poderá ser erradica em 2017

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Bill Gates

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O cofundador da Microsoft, o norte-americano Bill Gates, lançou uma visão otimista sobre os resultados dos investimentos globais em cooperação e desenvolvimento, sublinhando ainda que se poderá erradicar a pólio este ano.
 

 

“Estamos muito perto de erradicar a pólio (…). Esperamos que seja o último ano com casos" da doença na Ásia (Afeganistão e Paquistão) e na África (Nigéria, principalmente), declarou Gates.

O milionário e filantropo norte-americano falou à imprensa após uma reunião, em Bruxelas, com representante da política externa da União Europeia (UE), Federica Mogherini.

Em janeiro, a ONU referiu que é possível erradicar a pólio no Afeganistão se a guerra no país permitir que se penetre no território (que representa apenas um por cento) onde ainda se registam casos.

Já no Paquistão, lançou-se no verão uma maciça campanha de vacinação contra a pólio e marcou-se como objetivo a erradicação em 2018.

Estes são os dois únicos países em que se registam casos endémicos, apesar de a Nigéria também ter casos confirmados, estando nos territórios dominados pelo grupo extremista islâmico Boko Haram as maiores dificuldades para a erradicação da doença.

Na Europa, desde 2002 não se registaram casos da doença.

O magnata visitou a chefe da diplomacia europeia na qualidade de presidente da Fundação Bill e Melinda Gates e ambos encorajaram os investidores privados a interessarem-se pelo setor com um "olhar a longo prazo"

"A mudança pode acontecer e está a acontecer", mas requer a continuidade do trabalho em estreita colaboração “para melhorar a vida das pessoas, não só porque é bom fazê-lo, mas porque isso é inteligente da nossa parte", disse Mogherini.

A também vice-presidente da Comissão Europeia (CE), sublinhou que o aumento da ajuda ao desenvolvimento "também será benéfico para as empresas europeias".

“Há um grande mercado aí. Se olhar para os dados demográficos em África é bastante evidente. É benéfico para a África, para os objetivos do desenvolvimento sustentável, para a nossa segurança (…) e para a economia europeia", resumiu Mogherini, alertando que, para obter resultados em "dez, vinte ou trinta anos" devemos investir hoje.