BE quer estratégia para setores produtivos do país baseada na regulação de mercado

BE quer estratégia para setores produtivos do país baseada na regulação de mercado

 

LUSA/AOnline   Regional   19 de Mar de 2016, 20:21

A porta-voz do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, defendeu hoje, na Ribeira Grande, Açores, "uma estratégia para os setores produtivos do país" que passa "necessariamente pela regulação de mercado".

"Portugal tem de ter uma estratégia para os setores produtivos do país. E se precisamos sem dúvida de apoios sociais de urgência, quando vemos pescadores ou produtores de leite em tantas dificuldades, precisamos também de ter uma estratégia porque o país precisa de produzir, de ter emprego ", disse Catarina Martins.

Para a bloquista, a estratégia em Portugal passa "necessariamente pela regulação de mercado" e pela "coragem de dizer que a liberalização de mercado correu mal e que é preciso regulação para defender a economia e o ambiente no nosso país".

"Essa regulação de mercado tem de ser feita do ponto de vista europeu, dialogando com os outros Estados-membros, mas Portugal não pode abdicar da sua capacidade de regular mercados e de tomar decisões sobre os seus recursos, seja relativamente ao mar, seja relativamente ao leite", preconizada.

Questionada sobre a eventualidade de a base das Lajes, na ilha Terceira, onde os norte-americanos têm em curso a redução do efetivo, não ser a opção para instalar um centro de informações dos Estados Unidos da América (EUA), a responsável recordou que o partido sempre se manifestou contra a postura "de ficar eternamente à espera que venha uma solução” deste país.

"O centro de informações é só mais uma dessas quimeras, ficar à espera que alguém venha trazer a solução, que nós temos a responsabilidade de criar", disse.

Para Catarina Martins, a solução para a base das Lajes tem de ser vista com base numa "resposta regional" para defender "os interesses e o emprego".

"Aquilo que o Bloco de Esquerda tem dito durante tantos anos parece confirmar-se cada vez mais como uma urgência, ter a região refém dos interesses dos EUA está a tirar possibilidades à região”, considerou.

Segundo Catarina Martins, “os Açores têm uma posição geoestratégica extraordinária, não devem estar ao serviço dos EUA, devem estar ao serviço da região”, sendo que se for retirado às Lajes o cariz militar que tem, “pode ser uma base civil importantíssima que pode trazer emprego e desenvolvimento à região".

A bloquista defende que "a região e o país não devem ter uma posição de subserviência, mas sim de exigência", e que os EUA devem ser responsabilizados no que toca aos "danos ambientais", como aos impactos sociais da redução do efetivo.

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