Ban Ki-moon defende como "primeira prioridade" salvar migrantes à deriva no mar

Ban Ki-moon defende como "primeira prioridade" salvar migrantes à deriva no mar

 

Lusa / AO online   Internacional   23 de Mai de 2015, 12:00

O secretário-geral da ONU defendeu hoje como "primeira prioridade" salvar os milhares de migrantes que, ao fugirem da perseguição de que são alvos, estão à deriva nos mares do sudeste asiático, correndo risco de vida.

 

Ban Ki-moon disse acreditar nos países da região para resolver o problema da minoria muçulmana rohingya que fugiu de Myanmar (antiga Birmânia), onde são perseguidos, e dos migrantes oriundos do Bangladesh que tentam fugir da pobreza extrema em que vivem.

"Quando as pessoas estão à deriva no mar, a primeira prioridade é olhar para elas para salvá-las e prestar-lhes assistência humanitária", disse o secretário-geral das Nações Unidas, durante uma visita a Hanoi e antecipando a conferência regional na Tailândia que se realiza no próximo dia 29 para discutir este problema.

Segundo a ONU, milhares de pessoas morrem afogadas na Baía de Bengala, um fenómeno que dura há anos mas que este mês se agravou devido à nova política repressiva da Tailândia.

O diplomata sul-coreano recordou as recentes reuniões com os líderes da Tailândia, Malásia e de Myanmar, que chamou para "abordar claramente as raízes deste problema” ou seja, a razão pela qual “as pessoas estão a fugir."

Ban Ki-moon lembrou que se devem proteger vidas e agir de acordo com a lei internacional, que estabelece a obrigação de salvar os migrantes em perigo no mar e não devolvê-los a zonas em que possam estar em perigo e por isso voltou a pedir aos responsáveis governamentais que não recusem os migrantes.

Segundo o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), só no primeiro trimestre do ano fugiram em barcos cerca de 25 mil pessoas do Bangladesh e de Myanmar, o dobro do que foi registado no mesmo período do ano passado.

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