Autarca de Praia da Vitória diz que propostas da República são iguais às do município

Autarca de Praia da Vitória diz que propostas da República são iguais às do município

 

Lusa/AO Online   Regional   23 de Jul de 2015, 18:22

O autarca da Praia da Vitória acusou o Governo da República de ter perdido tempo a realizar um estudo que apresenta propostas iguais às que a autarquia apresentou em 2012 para mitigar o impacto da redução norte-americana na base das Lajes.

 

"Tudo isto comprova apenas o que o município sempre disse: a intervenção da secretaria [de Estado] da Economia teve sempre por objetivo adiar a solução do problema. Perderam-se dois anos de ação em troca de dois anos de nada", frisou Roberto Monteiro, num comunicado de imprensa.

As declarações do autarca surgiram em reação à apresentação de um estudo realizado por um grupo de trabalho, composto por ministros e pelo vice-presidente do Governo Regional dos Açores, que identificou 10 propostas para mitigar o impacto da redução militar norte-americana na base das Lajes.

O secretário de Estado Adjunto da Economia, Leonardo Mathias, apresentou, na quarta-feira, em Angra do Heroísmo, a um grupo de empresários da ilha Terceira, as conclusões do estudo, que só deverá estar concluído em meados de agosto, salientando que cabe ao Governo Regional definir se quer adotar e de que forma as medidas propostas.

Roberto Monteiro criticou a "desfaçatez" do governante por apresentar "as mesmas propostas" que o município apresenta desde 2012 e que entregou ao representante da República para os Açores e ao primeiro-ministro.

"No fundo, o que o senhor secretário [de Estado] da Economia realizou em Angra do Heroísmo foi um momento de campanha eleitoral, disfarçado de lição aos ilhéus, empurrando a fatura deste problema para outros e, arrogantemente, mantendo a estratégia de desresponsabilização da República", acusou.

O autarca lamentou que Leonardo Mathias não tivesse apresentado um "compromisso real e concreto" com medidas, mas apenas a confirmação de que "se os outros avançarem, poderão ter uma esmola da República", criticando também o "recorrente anúncio” de que "o dono da entrada de uma operação aérea ‘low-cost' nas Lajes é o ministro da Economia".

Roberto Monteiro salientou ainda que o impacto económico da redução militar norte-americana já tinha sido "estudado exaustivamente, com rigor e competência, pelas entidades e instituições locais e regionais, que conhecem a realidade porque a vivem e não a partir de um gabinete e de um programa informático a quilómetros de distância".


Açormédia, S.A. | Todos os direitos reservados

Este site utiliza cookies: ao navegar no site está a consentir a sua utilização.
 
Termos e Condições de Uso.