Astrónomos norte-americanos descobrem sete novas galáxias anãs


 

Lusa/AO online   Ciência   11 de Jul de 2014, 18:15

Astrónomos da Universidade de Yale, dos Estados Unidos, anunciaram a descoberta de sete novas galáxias anãs, o que poderá abrir novas perspectivas para perceber a matéria escura e a evolução destes sistemas astrais, referiu a publicação científica Science Daily.

Os investigadores utilizaram um novo telescópio que possui o mesmo tipo de lentes que são usados em eventos desportivos, como a Campeonato do Mundo, explicou Allison Merritt, principal autor de um artigo, sobre a descoberta, publicado no The Astrophysical Journal Letters.

“Tivemos um resultado emocionante nas nossas primeiras imagens”, assegurou sobre a descoberta de sete galáxias anãs, também conhecidas como galáxias satélites, um aglomerado relativamente pequenos de estrelas que usualmente orbitam em torno de galáxias maiores.

A descoberta permitirá aos astrónomos perceber mais sobre a matéria escura, que compõe cerca de 23 por cento da densidade de energia do universo que os cientistas sabem que existe, mas ainda não sabem exatamente o que é.

Segundo a equipa, a descoberta poderá permitir igualmente compreender a existência de uma nova classe de objetos no espaço, se estão localizadas próximo ou distante, ou se são visíveis na mesma direção da galáxia espiral M101, também conhecida como galáxia do cata-vento, que se encontra a 25 milhões de anos-luz de distância da Terra.

"É um novo domínio. Estamos a explorar uma região do parâmetro espacial que ainda não havia sido explorado”, disse Pieter van Dokkum, presidente do departamento de astronomia da Universidade de Yale, citado pela Science Daily.

O universo tem cerca mil milhões de galáxias, e Andromeda é a mais próxima da Terra.


Açormédia, S.A. | Todos os direitos reservados

Este site utiliza cookies: ao navegar no site está a consentir a sua utilização.
 
Termos e Condições de Uso.