Associação Regional nos Açores com "sérias dificuldades" em pagar salários

Associação Regional nos Açores com "sérias dificuldades" em pagar salários

 

LUSA/AO online   Economia   24 de Mai de 2017, 17:19

O vereador na Câmara de Ponta Delgada Pedro Furtado disse hoje que a Associação Regional para o Desenvolvimento (ARDE), a que preside, está com "sérias dificuldades" em pagar os salários aos cinco funcionários

"Estamos a viver de uma conta caucionada, caso contrário estaríamos em incumprimento com os salários, a Segurança Social e os fornecedores”, afirmou Pedro Furtado, referindo que a associação está alarmada com esta situação, até porque “já atingiu o máximo de 150 mil euros da conta caucionada”.

O vereador falava na reunião de câmara, hoje aberta ao público, onde quis deixar a nota ao executivo municipal de que a associação está “em verdadeiras dificuldades”.

O município da ilha de São Miguel é uma das entidades que integra a direção da ARDE, juntamente com a Câmara de Vila do Porto, na ilha de Santa Maria, a Cresaçor e, ainda, a Misericórdia e a Câmara de Comércio e Indústria de Ponta Delgada.

À agência Lusa, Pedro Furtado explicou que a ARDE tem neste momento “dificuldades de liquidez”, por não ter recebido um financiamento previsto de uma candidatura efetuada em 2015 ao Prorural + (Programa de Desenvolvimento Rural para a Região Autónoma dos Açores) e aprovada em agosto do ano passado.

“Neste momento o financiamento ainda não nos chegou, o que está a resultar que, ao fim de alguns meses sem qualquer receita, estamos com uma dificuldade de tesouraria, nomeadamente para fazermos face ao pagamento aos nossos funcionários”, destacou.

A entidade gestora do Prorural + é a Direção Regional do Desenvolvimento Rural dos Açores.

O seu responsável, Fernando Sousa, disse que “a ARDE é um Grupo de Ação Local que efetuou uma candidatura para o seu funcionamento ao longo de todo o quadro comunitário atual”.

“Esta candidatura foi assinada a 21 de fevereiro deste ano, pelo que só a partir desta data é que podiam ser submetidos os pedidos de pagamento”, declarou, notando que “o primeiro pedido de pagamento que a ARDE carrega eletronicamente na base de dados do IFAP [Instituto de Financiamento da Agricultura e Pescas] é no dia 06 de março”, adiantou Fernando Sousa.

Segundo o diretor regional, “esse primeiro pedido apresentava 105 documentos de comprovativos de despesa de cerca de 105 mil euros, a verba que vai ser transferida no final deste mês”.

“Depois de estar carregado, o IFAP comunica a esta direção regional, autoridade de gestão do Prorural +, para fazer a análise e validação do pedido de pagamento. Essa validação foi terminada no dia 04 de abril”, esclareceu, rejeitando eventuais atrasos.

“Não há qualquer atraso da nossa parte, o que foi explicado ao presidente da ARDE, e também foram feitas diligências junto do IFAP para pagar em abril, mas dois meses é um prazo razoável neste tipo de circunstancias”, observou, assinalando que o IFAP é a entidade pagadora do Fundo Europeu Agrícola de Desenvolvimento Rural para todo o país.

Para a ARDE, durante a vigência deste quadro comunitário, foi aprovada “uma despesa pública para o funcionamento de quase um milhão de euros”.


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