Associação diz que construção civil está a iniciar "retoma" nos Açores

Associação diz que construção civil está a iniciar "retoma" nos Açores

 

Lusa/AO Online   Regional   18 de Jun de 2015, 13:08

O presidente da Associação dos Industriais da Construção Civil dos Açores (AICOPA) afirmou esta quinta-feira que o setor está a iniciar "uma retoma", espelhada no aumento do emprego, concursos públicos, edifícios licenciados e consumo de cimento, após "três anos muito difíceis".

 

“Acreditamos que fizemos estes três anos muito difíceis e que hoje em dia estamos a retomar os nossos clientes que deixamos de ter que foram, em primeiro lugar, as autarquias e, depois, os privados e o Governo Regional, com uma redução substancial do seu investimento”, afirmou Pedro Marques, em declarações à Lusa.

O presidente da AICOPA falava à margem do seminário “Construção Civil nos Açores: Que Futuro”, organizado pela associação.

De acordo com Pedro Marques, há “um outro ar” ao "nível da conjuntura, no clima adverso aos financiamentos, no equilíbrio das contas públicas, das famílias, das empresas e dos privados" que permitem "acreditar que existe um futuro para as novas gerações no setor da construção civil" nos Açores e exemplificou com novas obras, mais emprego, aumento de licenças e consumo de cimento.

Entre outros exemplos, Pedro Marques referiu que o número de empregados no setor aumentou em dois mil, em relação à média dos dois últimos anos.

Além do "aumento do emprego no setor, do consumo de cimento e dos concursos públicos e ajustes diretos" que "já duplicaram em relação à média dos últimos dois anos", Pedro Marques assinalou ainda que existem outros fatores que levam a essa "retoma de atividade no setor", caso do novo Quadro Comunitário de Apoio, "o equilíbrio das contas públicas, que era fundamental", e "um ciclo eleitoral" que há "pela frente".

"A nível autárquico isto está extremamente claro. E não tenho dúvidas de que vamos ter um ciclo de investimentos pela frente novamente, embora não vá ser igual àqueles tempos que tivemos, mas é preciso perceber que as sociedades evoluem", frisou, lembrando que o investimento estará mais virado "para aquilo que a economia precisa e as empresas" e "o setor privado vai desempenhar aqui um papel muito importante".

O diretor Regional das Obras Publicas e Comunicações, Bruno Pacheco, disse, por seu turno, na abertura do seminário, que aos poucos já se "vislumbram pequenos avanços no setor", apesar de estar "longe de um cenário ótimo".

"Este ano, e até abril, o número total de edifícios licenciados já é de 221, comparativamente aos 194 de 2014, e o total de fogos e construções novas já se situa nos 85, comparativamente aos 68 de 2014", indicou.

Bruno Pacheco defendeu que o setor deve começar a ser encarado com outros olhos, lembrando que "para trás deverá ficar a aposta unicamente baseada na construção de novas construções" e "a prioridade deve ser o investimento nas atividades da reabilitação, manutenção e conservação do património e beneficiação dos edifícios e infraestruturas existentes".

O diretor regional considerou ainda que a Carta Regional de Obras Públicas (CROP) lançada nesta legislatura veio dar resposta "a uma série de anseios do setor" e lembrou que "prevê até 2020, e no âmbito do Quadro Comunitário que está em vigor, um investimento total de cerca de 560 milhões de euros, dos quais mais de 107 milhões referem-se a obras concluídas, ou em fase de execução".

"Só para o ano de 2015 a CROP prevê um lançamento global de 304 milhões, sendo que até ao final de maio deste ano, cerca de 20% já estavam em contratação e ou em execução", acrescentou.


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