Assis critica Passos por sugerir remodelação governamental


 

Lusa/AO On line   Nacional   3 de Jun de 2010, 07:40

O líder parlamentar do PS, Francisco Assis, afirmou hoje que não compete ao “líder da oposição” pedir a remodelação do Executivo e considerou que, nesta fase, essa proposta revela “uma certa leviandade”.

“O que se espera de um líder da oposição não é que peça a remodelação do Governo, essa é uma incumbência do primeiro ministro. O que se pede é que apresente verdadeiramente projetos e propostas políticas alternativas para a governação do país” e “isso nós não temos visto”, declarou Francisco Assis.

O líder parlamentar do PS considerou que “há até uma certa leviandade”, na situação atual, em “solicitar a remodelação do governo”.

Francisco Assis comentava as declarações do líder do PSD, Pedro Passos Coelho, que afirmou na terça feira à noite que o Governo devia “rever o programa” e “refrescar” a equipa, considerando que, se não o fizer, “mais cedo do que tarde” será preciso “um governo que o faça”.

Para Francisco Assis, a prioridade do Governo deve ser “concentrar-se em absoluto na prossecução das opções de política governativa, como tem vindo a fazer”.

“Não devemos estar a criar qualquer espectro de crises políticas ou remodelações governamentais. Isso seria muito negativo nesta fase”, frisou, acrescentando que o Governo foi eleito há menos de um ano e tem revelado capacidade para “enfrentar situações de caráter excecional”.

Reiterando que o PS “não tem visto” propostas alternativas por parte do PSD, Francisco Assis frisou que, até ao momento, “o PSD apresentou inicialmente a ideia de revisão constitucional” mas, desde aí, apenas tem havido “informações dispersas e sucessivas de pequenos projetos específicos” de revisão, como se estivessem a apresentar uma revisão “em fascículos”.

“Salvaguardando embora alguns momentos em que tiveram atitudes responsáveis, a verdade é que têm procurado imputar as responsabilidades por uma situação que tem a sua origem numa grave crise internacional à governação do PS. Não têm sido capazes de apresentar propostas alternativas para a governação do país”, considerou.


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