Assembleia Municipal de Ponta Delgada aprova criação do Dia de Antero de Quental

Assembleia Municipal de Ponta Delgada aprova criação do Dia de Antero de Quental

 

Lusa/AO Online   Regional   28 de Abr de 2016, 19:53

A Assembleia Municipal de Ponta Delgada, nos Açores, aprovou hoje, por unanimidade, a criação do Dia Municipal de Antero de Quental na data do nascimento do poeta, a 18 de abril.

A proposta, que já tinha sido aprovada por unanimidade na quarta-feira, em reunião de câmara, foi apresentada pelo presidente da autarquia, José Manuel Bolieiro, após uma audiência com os órgãos e associação de estudantes da escola secundária Antero de Quental.

Nesta audiência, surgiu a ideia de o município declarar o dia 18 de abril como o Dia Municipal de Antero de Quental, tendo a associação, posteriormente e em carta, desafiado o autarca a avançar com a proposta.

Na missiva, a associação de estudantes propõe, ainda, à câmara a criação do prémio literário Antero de Quental, “destinado a obras inéditas, nas categorias de literatura e poesia, cujos prémios fossem atribuídos no dia 18 de abril de cada ano, matéria sobre a qual ainda não se pronunciou o executivo municipal.

Hoje, na sessão da Assembleia Municipal, o presidente da autarquia, o social-democrata José Manuel Bolieiro, explicou que com a criação do dia se enaltece a “genialidade” de Antero de Quental que considerou não apenas uma referência dos Açores como do país.

Já Teresa Tomé (PS) referiu que “a juventude e a cidade de Ponta Delgada” precisam do exemplo do escritor e relembrou “as promessas” da câmara de “dignificar o local” onde o poeta morreu e a “criação de um centro de estudos e biblioteca Anterianos”.

Para Teresa Tomé, se o município quiser ir mais além e pensar numa futura candidatura a capital europeia da cultura, coloca-se a pergunta do que será desta candidatura se um dos “maiores vultos não ocupar desde já o espaço que aqui realmente é seu por direito”.

Antero Tarquínio de Quental nasceu no seio de uma família ilustre em Ponta Delgada, ilha de São Miguel, nos Açores, a 18 de abril de 1842, cidade onde morreu, a 11 de setembro de 1891.

Poeta, filósofo e agitador político foi considerado um dos grandes sonetistas da literatura portuguesa, tendo publicado a sua primeira obra, intitulada “Sonetos de Antero”, em 1861.

Formado em Direito pela Universidade de Coimbra, trabalhou numa tipografia, fundou o jornal “A República” e com Eça de Queirós, Oliveira Martins e Ramalho Ortigão organizou uma série de conferências democráticas conhecidas como “Cenáculo”, no Casino Lisbonense, que acabou fechado por decreto real.

Todos os seus livros estão guardados na Biblioteca Pública e Arquivo Regional de Ponta Delgada num móvel de madeira mandado construir de propósito instalado numa “ala mais reservada” do edifício.

Além de um jardim, localizado em frente à Biblioteca Pública, Antero de Quental dá nome a uma avenida e uma escola secundária em Ponta Delgada, cidade que identificou em 1932 com uma placa a casa onde nasceu o poeta, na rua do Castilho.

Antero de Quental está sepultado no Cemitério de São Joaquim, em Ponta Delgada.


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