Assembleia da República pode travar introdução de portagens nas SCUT


 

Lusa / AO online   Nacional   12 de Jun de 2010, 13:27

No dia 24 de junho será votada, na Assembleia da República (AR), uma proposta de lei para a revogação dos chips das matrículas e se os partidos da oposição votarem contra, “não haverá forma de cobrar as portagens nas Scuts a partir de 01 de julho”.

Esta é pelo menos a convicção do movimento contra as portagens nas Scuts (vias sem custos para os utilizadores) que, este sábado, reuniu na Póvoa de Varzim.

Perante esta possibilidade, o porta voz do movimento, que reúne utentes do Grande Porto, Costa da Prata e Litoral Norte, ressalva que será possível “reconsiderar a data de cobrança nessas vias”, podendo este processo “voltar á estaca zero”.

José Rui Ferreira avançou ainda que, e independentemente desta possibilidade, as comissões de utentes “não baixam os braços e voltam a sair à rua no dia 22 de junho, a partir das 18h00.

Nessa altura será realizado um novo protesto, “à entrada da cidade do Porto, entre as rotundas AIP (Produtos Estrela) e do Bessa”, onde os utentes pretendem “fazer sentir, mais uma vez, a contestação contra a introdução de portagens, explicou o dirigente do movimento.

As comissões também anunciaram que já solicitaram, “aos grupos parlamentares e à Comissão de Obras Públicas da AR, uma audiência” onde pretendem apresentar e fundamentar “argumentos” que comprovam que a introdução de portagens nestas vias “não é justa”, disse ainda José Rui Ferreira.

Sobre as isenções avançadas esta semana em alguns troços destas vias, o líder das comissões explica que são “desconhecidos os critérios que foram aplicados” e acredita que esta foi a forma que o Governo encontrou para “enfraquecer o movimento contra as portagens”.

A terminar, José Rui Ferreira apelou a “todos os autarcas e Assembleias Municipais para que, nesta fase, intensifiquem os protestos”.


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