Assassino em série britânico condenado por matar rapazes que conheceu na net

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Um 'chef' de cozinha britânico foi condenado pelo homicídio de três rapazes que conheceu na internet, drogou com bebidas e violou, antes de deixar os cadáveres dentro e em volta de um cemitério perto de sua casa.
 

O júri considerou o ‘serial killer’ (assassino em série) Stephen Port, de 41 anos, culpado de três homicídios e mais de uma dúzia de outros crimes, entre os quais violação e agressão sexual, envolvendo vários outros homens. Port negou todas as acusações.

A entidade independente que supervisiona a polícia do Reino Unido está a investigar porque é que os detetives não encontraram inicialmente ligação entre as mortes dos três homens jovens cujos corpos foram encontrados perto da casa de Port, no leste de Londres, num período de 15 meses.

Os procuradores do ministério público indicaram que Port convidava os homens, todos com cerca de vinte anos, para irem a sua casa, onde lhes dava bebidas contendo doses mortais da droga psicoativa GHB, para poder violá-los enquanto estavam inconscientes.

Os três jovens – Gabriel Kovari, Daniel Whitworth e Jack Taylor – morreram de ‘overdose’ e depois Port largou os seus corpos dentro e junto a um cemitério próximo do seu apartamento.

Tomou medidas elaboradas para encobrir os homicídios colocando um falso bilhete de suicídio na mão de uma vítima e escondendo drogas no cadáver de outro.

A polícia só começou a investigar as mortes como potenciais homicídios sob pressão da família da última vítima de Port, Jack Taylor.

Os jurados do Tribunal Criminal Central de Londres condenaram-no não só pelos assassínios, mas também por uma série de outros crimes, em que se incluem três violações e três agressões sexuais a homens que sobreviveram aos respetivos encontros com Stephen Port, estando ainda a deliberar sobre outra acusação de homicídio.