Política

Artur Lima defende mais apoios que potencie economia das ilhas do Triângulo

Artur Lima defende mais apoios que potencie economia das ilhas do Triângulo

 

LUSA/AOnline   Regional   22 de Set de 2012, 14:07

O presidente do CDS-PP/Açores, Artur Lima, criticou hoje aquilo que considera ser a política centralista do Governo Regional, propondo mais apoios para transformar as ilhas do Triângulo (Pico, São Jorge e Faial) numa "região económica" dentro do arquipélago.

Numa ação de pré-campanha para as eleições regional de outubro, Artur Lima defendeu uma estratégia dos governantes que permita "estimular o grande potencial" do Pico, S. Jorge e Faial nas pescas, turismo, agricultura.

"O Governo regional dá um apoio ao lado e tira do outro. Não é com a política centralista do PS e PSD que estas ilhas se desenvolvem”, afirmou Artur Lima, após uma reunião com a direção da Associação Comercial e Industrial do Pico (ACIP).

Artur Lima, que está a visitar desde sexta-feira a ilha do Pico, considerou que é preciso que as ilhas do Triângulo se constituam como "uma região económica dentro dos Açores", incentivando para tal "um bom sistema de transportes marítimos" e incluindo nesta estratégia "a valorização dos seus aeroportos", a par da promoção da "excelência" turística daqueles destinos.

"Era muito interessante para estas três ilhas promover o Triângulo como um destino único, o que também não se faz, porque não interessa ao PS e PSD, pois querem proteger as suas clientelas", frisou, assegurando que, caso o CDS-PP vença as eleições regionais de outubro, pretende "incentivar o turismo interno", defendendo a criação de pacotes que incluam passagens de avião e hotel.

Artur Lima sublinhou que se tratam de "medidas simples", mas que geram emprego e criam oportunidades aos empresários locais do Pico, S. Jorge e Faial, "ilhas com um enorme potencial nas pescas, agricultura e também fruticultura".

O presidente do CDS-PP nos Açores, que é também o candidato do partido à presidência do Governo Regional, criticou o fato de "não terem sido atribuídos apoios à Associação Comercial e Industrial do Pico", no âmbito do Programa Operacional dos Açores para a Convergência (Proconvergência), afirmando que o organismo "apresentou projetos que se destinam a apoiar a formação, mas que não foram considerados” pela tutela.

"Estas associações não podem estar dependentes das Câmaras do Comércio, nem dos humores do Governo Regional. É preciso adaptar a legislação regional para que elas possam aceder a estes subsídios", defendeu o líder regional do CDS-PP.


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