Médio Oriente

Ariel Sharon completa quatro anos em coma profundo


 

Lusa/AO Online   Internacional   4 de Jan de 2010, 11:35

O antigo primeiro-ministro israelita Ariel Sharon completa hoje quatro anos em coma profundo, resultante de uma hemorragia cerebral a 04 de Janeiro de 2006.

Chefe do governo entre 2001 e 2006, Sharon sofreu a hemorragia depois de criar um novo partido de centro-direita, o Kadima, a partir do partido de direita Likud, a formação que liderava e que actualmente é dirigida pelo seu maior rival interno, o actual primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.

Sharon encontra-se no hospital de Tel Hashomer, perto de Telavive, para onde foi transportado cinco meses depois da hemorragia e após ter sido submetido a oito intervenções cirúrgicas no hospital Hadassa de Ein Karem, junto a Jerusalém.

Nascido em 1928 no seio de uma família lituana na cooperativa agrícola de Kfar Malal, na então Palestina sob protectorado britânico, Sharon foi uma figura polémica ainda antes de chegar ao poder.

Em 1953, um grupo de soldados que comandava realizou o massacre de Qibya, no qual morreram 69 palestinianos desta povoação da Cisjordânia então sob controlo jordano.

Em 1983, uma comissão israelita pediu a sua substituição à frente do Ministério de Defesa após determinar que teve responsabilidades directas no massacre dos campos de refugiados palestinianos de Sabra e Chatila, no Líbano, em Setembro de 1982, efectuado por milícias falangistas locais durante a ocupação israelita do sul do país.

Em Setembro de 2000, quando liderava a oposição israelita, visitou a Esplanada das Mesquitas de Jerusalém, escoltado por um milhar de polícias, desencadeando a Segunda Intifada palestiniana.


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