AR discute proposta do PCP para segurar salário minimo nos 500 euros


 

Lusa/AO On Line   Nacional   20 de Out de 2010, 06:37

O PCP leva hoje ao Parlamento uma resolução para obrigar o Governo a cumprir o acordo de aumento do salário mínimo para 500 euros em 2011, acusando o Executivo de querer “induzir o setor privado” a reduzir os ordenados.

Os deputados comunistas marcaram para hoje um agendamento potestativo (direito a fixar a ordem de trabalhos), que vai incidir sobre o projeto de resolução da bancada do PCP, que quer fixar o salário mínimo nacional em 500 euros no próximo ano.

“É indispensável que se cumpra o compromisso de 500 euros em 2011 e que se avance com novo compromisso de 600 euros para 2013 para o salário mínimo nacional, que é hoje ainda a remuneração de centenas de milhar de trabalhadores”, defendeu, em declarações aos jornalistas, o líder da bancada do PCP, Bernardino Soares.

Os comunistas recordam que o Governo acordou, com sindicatos e confederações patronais, o aumento para 500 euros do salário mínimo nacional em 2011 – atualmente o valor é de 475 euros.

“Trata-se de dar mais justiça social e dar um pouco mais de remuneração, mais 25 euros por mês, a trabalhadores que ganham muito pouco e que enfrentam um custo de vida cada vez mais alto”, sustentou Bernardino Soares.

Para o PCP, o primeiro-ministro, José Sócrates, e o ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, “estão a tentar induzir o setor privado a baixar os salários, tal como acontece no setor público”.

“Entendemos que isso não é o caminho necessário para o nosso país. Os trabalhadores já são os mais prejudicados em toda esta crise”, referiu o líder parlamentar comunista, sublinhando que não é nos “salários muito baixos” que “se deve fazer poupança” e que “não é aí que se compromete o futuro da nossa economia”.

Os deputados comunistas consideram que o aumento para 500 euros mensais responde à “desvalorização que durante muitos anos o salário mínimo teve” e contribui “para que os salários que estão sob forte ataque no setor privado possam ser valorizados”.

A medida, referiu ainda Bernardino Soares, “é um contributo para a justiça social e para o combate à pobreza e também é um contributo para a dinamização da nossa economia, uma vez que potencia a procura interna e o mercado interno”.


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