Apoios a media regionais e locais deverão ir a Conselho de Ministros em julho


 

Lusa/AO online   Nacional   1 de Jul de 2014, 17:38

O Governo deverá levar o novo sistema de incentivos dirigido à comunicação social regional e local a Conselho de Ministros até ao final do mês de julho, depois de concluir a consulta ao setor durante os próximos dias.

 

A informação foi hoje avançada aos jornalistas pelo secretário de Estado Adjunto do Ministro Adjunto e do Desenvolvimento Regional, Pedro Lomba, no final de uma audição na Comissão Parlamentar para a Ética, Cidadania e Comunicação Social.

Durante a audição, o ministro Poiares Maduro tinha anunciado que “em breve” entrará em vigor um novo regime de incentivos para os órgãos de comunicação social de âmbito regional e local, uma vez que o atual está “velho e inoperante”.

“Trata-se de criar um quadro de incentivos que vá ao encontro das reais e específicas necessidades do setor, que seja um verdadeiro auxílio à superação dos problemas dos media locais”, indicou o governante, durante uma audição na Comissão Parlamentar para a Ética, a Cidadania e a Comunicação Social.

De acordo com Poiares Maduro, os novos apoios estarão divididos em seis tipologias, que foram identificadas “como os maiores desafios da comunicação social regional e local”. Estas irão dividir-se em emprego e formação profissional; modernização tecnológica; desenvolvimento digital; apoio à qualificação do jornalismo, em especial nas áreas de jornalismo de investigação e de aprofundamento; desenvolvimento de parcerias e promoção de literacia.

O ministro adiantou ainda que alguns dos apoios estarão também disponíveis para órgãos de comunicação social de maior dimensão, como é o caso do jornalismo de investigação.

“O que pretendemos é que haja uma interligação entre apoios diretos e indiretos, uma vez que estes últimos muitas vezes beneficiam apenas a imprensa escrita”, especificou, por seu turno, o secretário de Estado Pedro Lomba, no final da audição.

Já Poiares Maduro indicou que os novos apoios deverão ser administrados por entidades independentes do Governo, em especial no que respeita à formação profissional nas áreas do jornalismo de investigação.



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