Aplicação açoriana para fiscalizar atividade económica cedida à Madeira

Aplicação açoriana para fiscalizar atividade económica cedida à Madeira

 

Lusa/AO Online   Regional   23 de Set de 2016, 13:34

Uma aplicação informática de fiscalização da atividade económica totalmente desenvolvida pelo governo açoriano foi cedida ao executivo madeirense, no primeiro ato de cooperação institucional formalizado na sequência da cimeira Madeira-Açores, realizada no início deste ano.

Na prática, a experiência dos Açores permitiu “uma verdadeira revolução no modus operandi” da Autoridade Regional das Atividades Económicas (ARAE), “tornando-a mais célere e menos burocrática e permitindo toda a gestão estatística e informativa da atividade desenvolvida", afirmou o secretário regional da Economia, Turismo e Cultura da Madeira, Eduardo Jesus, na apresentação pública da iniciativa, no Funchal.

O governante destacou que "em menos de quatro meses" foi possível partilhar a solução informática “desenvolvida inteiramente pelo Governo dos Açores" e já a ser aplicada na Madeira.

A aplicação permite "um maior conhecimento do tecido económico, para além de possibilitar um acesso mais fácil e interativo, por parte dos utentes, à instituição, com claras vantagens para a satisfação das suas necessidades", declarou.

Permite, ainda de acordo com Eduardo Jesus, "uma maior monitorização da atividade económica, um conhecimento mais realista do tecido empresarial e dos sectores de maior risco na região", bem como ter ganhos de produtividade, "com uma grande diminuição da burocracia, aumentando os níveis de segurança alimentar, reforçando a confiança dos consumidores”.

O inspetor regional das Atividades Económicas dos Açores, Paulo Machado, destacou que a aplicação melhora "a gestão de recursos", possibilitando "libertar tempo" para estar no terreno, já que essa "é a experiência da ARAE Açores" depois da implementação.

"Em poucos meses, dois a três, já se sentirá o efeito dessa mudança, que passa pela implementação desta ferramenta, que já se iniciou porque estamos no momento de formação", aliviando depois a carga administrativa", afirmou.


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