APAV nos Açores acompanhou em 2013 cerca de 750 processos de apoio à vítima

APAV nos Açores acompanhou em 2013 cerca de 750 processos de apoio à vítima

 

Lusa/AO Online   Regional   30 de Set de 2014, 14:58

A Associação Portuguesa de Apoio à Vitima (APAV) nos Açores acompanhou, em 2013, cerca de 750 processos, a maioria de violência em contexto familiar, mas têm aumentado outros tipos de crime, nomeadamente patrimoniais, os furtos e burlas.

 

“As denúncias aumentam todos os anos. Começámos a nossa atividade em 2004 com cerca de 42 processos, por ano, de apoio à vítima, e estamos com cerca de 750 processos por ano, e este ano vamos ter mais”, afirmou a gestora da APAV nos Açores, Helena Costa, acrescentando que este aumento não significa que existam mais crimes, mas uma "maior proatividade" e consciencialização das próprias vítimas.

Helena Costa falava à margem das III Jornadas Contra a Violência, que reúnem hoje vários especialistas, em Ponta Delgada, para debater quatro temáticas centrais: o direito das vítimas à informação, o apoio a familiares e amigos de vítimas de homicídio, crianças e jovens vitimas de 'cyberbulling' e o tráfico de seres humanos.

Sublinhando que a APAV tem realizado várias campanhas de sensibilização pelas nove ilhas açorinas, abrangendo escolas, centros de saúde, comissões de proteção e as várias polícias, Helena Costa salientou que a APAV começa a abranger um leque "mais diversificado de situações crime", o caso até do 'cyberbulling', embora a violência doméstica continue a ter a maior percentagem "com cerca de 80%", mas já chegou a ser de 90%.

No ano passado, a APAV nos Açores acompanhou "cerca de 750 processos de apoio à vítima", mas em relação a este ano, ainda não foi feito o tratamento estatístico dos dados, mas tudo aponta para "um aumento" em relação a 2013.

“Estávamos muito habituados a trabalhar com as mulheres vítimas de violência doméstica e agora já começamos a abranger a população mais idosa, assim como outros crimes, nomeadamente os crimes patrimoniais, furtos, burlas ou roubos”, disse, frisando que a polícia tem realizado também "um intenso trabalho de sensibilização da população".

Questionada sobre o facto de se sucederem nas últimas semanas os casos de detenção por abuso sexual de crianças nos Açores, a gestora da APAV no arquipélago disse que à associação “também têm chegado este tipo de situações”, mas considerou que a visibilidade “não tem a ver com um aumento do número de casos, mas "uma maior preocupação em relação a esta problemática".

“O que se nota é que há, da parte da Polícia Judiciária, uma postura muito proativa e as notícias também se têm sucedido por isso, não tem a ver com o facto de haver mais crimes, mas uma maior proatividade por parte das polícias que estão atentas e têm investigado todas estas situações”, considerou.

   


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