Balanço 2007

Ano de "ouro" para os "Lobos" e a selecção de basquetebol

Ano de "ouro" para os "Lobos" e a selecção de basquetebol

 

Lusa/AO   Outras modalidades   27 de Dez de 2007, 07:29

As selecções portuguesas de râguebi e basquetebol viveram em 2007 o maior feito das suas histórias, ao conseguirem uma qualificação inédita para duas das maiores provas internacionais das modalidades, a Taça do Mundo e o Campeonato da Europa.
Os “Lobos”, comandados por Tomaz Morais, surpreenderam o “mundo oval” ao serem a única equipa composta maioritariamente por jogadores amadores a conseguir um lugar no Mundial2007, que decorreu em França, enquanto a selecção de basquetebol, orientada pelo ucraniano Valentyn Melnychuk, conseguiu um inesperado nono lugar no Euro2007, em Espanha.

    Após uma vitória dramática por um único ponto sobre o Uruguai, na última fase de repescagem de apuramento, Portugal partiu para a sexta edição da Taça do Mundo de râguebi com um encontro marcado com a colossal Nova Zelândia, a principal favorita ao título, e o sonho de pelo menos vencer a Roménia, à partida o único adversário que poderia ultrapassar.

    Como era esperado, os “Lobos” começaram a prova com um desaire frente a Escócia (56-10) e sofreram a derrota mais pesada da sua história com Nova Zelândia (108-13), apesar um corajoso ensaio do pilar Rui Cordeiro.

    Comandado em campo pelo capitão Vasco Uva, Portugal perdeu por 31-5 com a Itália, mas impediu-a de marcar quatro ou mais ensaios, e assim somar o sempre importante ponto de bónus, e no jogo de despedida no Mundial ficou a um ensaio de bater a Roménia (14-10)

    Mesmo assim, a formação portuguesa regressou a casa com o “título” de uma das equipas mais emocionantes e apaixonantes do Mundial e a participação na prova abriu as portas do profissionalismo a alguns jogadores, que assinaram contratos com clubes espanhóis, franceses e italianos.

    Por seu lado, a selecção de basquetebol não ficou atrás dos “Lobos” e logrou este ano o maior feito da sua história, ao conseguir, contra todas as previsões, o nono lugar no Europeu, para o qual se qualificou pela primeira vez, após uma presença por convite, em 1951.

    Sob o comando do ucraniano Valentyn Melnychuk, agora de partida, um conjunto formado por jogadores da modesta Liga portuguesa e de divisões inferiores de Espanha superou-se, ao atingir a segunda fase - ao contrário, entre outras, da Sérvia - e conquistar dois triunfos, acabando lado-a-lado com a Itália.

    Portugal nem começou bem, perdendo naturalmente com a campeã Mundial e anfitriã Espanha (56-82) e a Croácia (68-90), mas conseguiu, depois, o “milagre” da qualificação, ao bater a Letónia (77-67) e beneficiar da impensável derrota da Espanha com a Croácia (84-85).

    Na segunda fase, a equipa lusa começou por perder por escassos 13 pontos com a Rússia (65-78), que viria sensacionalmente a sagrar-se campeã (60-59 à Espanha, na final), mas venceu e convenceu face a Israel (94-85).

    A formação lusa, que tinha entrado no Europeu como a “coitadinha”, mostrava, em definitivo, a razão de se ter qualificado e chegou ao último dia da segunda fase com hipóteses de atingir os “quartos”, mas não houve mais “milagres” (67-85 com a então detentora do título Grécia).

    O extremo João Santos (11,2 pontos e 4,7 ressaltos de média), único jogador luso a actuar num dos grandes campeonatos europeus, foi a principal figura de uma solidária equipa lusa, que reinou nos lances livres (79,8 por cento), bem secundado por João Gomes, jogador que no Verão tinha “espreitado” a NBA.

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