Alunos em cordão humano contra modelo de propinas

Alunos em cordão humano contra modelo de propinas

 

Lusa/AO online   Regional   22 de Out de 2014, 18:33

Cerca de 150 estudantes da Universidade dos Açores realizaram esta quarta-feira um cordão humano em torno do edifício da reitoria, em Ponta Delgada, em protesto contra o parcelamento das propinas e o seu aumento em 100 euros em 2015.

 

O presidente da assembleia-geral de alunos da Universidade dos Açores disse aos jornalistas, à margem da ação de protesto, que o plano de recuperação financeira da academia, negociado com o Ministério da Educação, vai impor um agravamento das propinas para o seu valor máximo, em 2015.

“Esta medida está prevista no plano de recuperação financeira, sendo importante os alunos estarem mobilizados neste sentido, percebendo não só as condicionantes presentes como as futuras e começarmos, desde já, a trabalhar nesse sentido”, disse Luís Freitas.

O novo parcelamento das propinas, que entrou em vigor este ano letivo, impõe uma propina inicial de 250 euros, que teve de ser liquidada em setembro, e o seu pagamento total em quatro prestações, contra as dez existentes anteriormente.

Apesar do reitor da academia, João Luís Gaspar, ter baixado o valor da propina para 65% do seu valor para 300 estudantes finalistas com apenas cinco disciplinas, os alunos manifestaram-se, da mesma forma, contra a manutenção do novo modelo de propinas.

Luís Freitas deixou a mensagem de que irá “debater” com os estudantes “possíveis formas de demonstrar o descontentamento” ou “possíveis soluções” que a academia possa ter que não passem “unicamente pelo aumento das propinas”.

“Nós estamos tão interessados quanto todas as outras pessoas que fazem parte desta academia em ter uma universidade melhor e resolvermos os problemas. Não queremos criar problemas a outras pessoas com a resolução dos nossos”, disse o dirigente estudantil.

O presidente da assembleia-geral de alunos da Universidade dos Açores salvaguardou que se “percebem as dificuldades” com que se confronta a academia açoriana, mas pede também compreensão para as dificuldades dos alunos e seus agregados familiares.

O líder da assembleia-geral de estudantes declarou que o protesto de hoje foi uma forma de também ser manifestada solidariedade aos alunos que são confrontados com dificuldades financeiras e aos que não puderam ingressar na academia.

O reitor da Universidade dos Açores já declarou em assembleia-geral de alunos, para a qual foi convidado, que vai manter, apesar da contestação, a nova modalidade de pagamento das propinas.


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