Alunos da Universidade dos Açores insistem em regresso a anterior modelo das propinas

Alunos da Universidade dos Açores insistem em regresso a anterior modelo das propinas

 

Lusa/AO online   Regional   15 de Out de 2014, 16:59

A assembleia-geral de alunos da Universidade dos Açores enviou um documento ao reitor onde reitera a necessidade de se voltar ao modelo de pagamento de propinas em vigor no ano letivo anterior.

 

No documento enviado à reitoria da academia açoriana, divulgado à comunicação social, os estudantes defendem o “aumento do número de prestações de parcelamento face ao pagamento das propinas para o ano letivo de 2014/2015 e seguintes, de preferência nos moldes dos anos letivos anteriores, onde o pagamento da propina era feito em dez parcelas”.

O atual modelo de pagamento das propinas impõe o pagamento em quatro prestações, de cerca de 250 euros cada, sendo que a primeira teve de ser liquidada até 30 de setembro.

Os alunos da Universidade dos Açores estiveram em assembleia-geral aberta, de forma permanente, desde segunda-feira, como forma de protesto contra as novas regras das propinas e regime de estudante a tempo parcial, mas acabaram por abdicar da mesma por “não haver sala para lhe dar continuidade”.

Os alunos defendem, ainda no documento enviado a João Luís Gaspar, que esteve na segunda-feira na assembleia-geral de estudantes a explicar as suas opções, a criação de um regulamento que vise que os finalistas com 30 ou menos ECTS para concluir o curso, procedam ao pagamento de um “valor ajustado à reduzida quantidade de cadeiras frequentadas”.

O presidente da Associação Académica da Universidade dos Açores, em declarações prestadas hoje à comunicação social, referiu que o reitor da academia seria um “pouco insensível” se não atendesse aos argumentos dos alunos, que também estão a ser confrontados com a crise financeira e económica.

Marco Andrade reiterou que a “grande maioria" dos estudantes não pagou a primeira propina em setembro e remeteu para a assembleia-geral de alunos as formas de luta a adotar se as suas pretensões não forem atendidas.


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