AIPA defende acesso às tarifas de residente nas viagens aéreas

AIPA defende acesso às tarifas de residente nas viagens aéreas

 

Lusa / AO online   Regional   18 de Fev de 2010, 15:04

O presidente da Associação dos Imigrantes nos Açores (AIPA), Paulo Mendes, reafirmou esta quinta-feira a defesa da aplicação da tarifa de residente nas viagens aéreas dos imigrantes que vivem no arquipélago, considerando "lamentável" a actual situação.
"A luta vai manter-se. É inaceitável que quem vive, trabalha e faz os seus descontos no arquipélago não possa usufruir dos descontos para residentes", afirmou Paulo Mendes, em declarações à Lusa.

O problema remonta a 2005, quando o Estado português optou pela modalidade de subsídio ao preço do bilhete, estabelecendo a legislação em vigor que apenas podem usufruir dos descontos para residentes os cidadãos portugueses, os cidadãos dos países da União Europeia, os cidadãos suíços e os brasileiros em situação de reciprocidade.

"Isto significa que um cidadão não originário da União Europeia mas com residência nos Açores pode pagar 476,19 euros por um bilhete no percurso Ponta Delgada/Lisboa/Ponta Delgada, mais 186 euros do que o preço aplicado a um cidadão considerado residente", frisou o presidente da AIPA.

Nos Açores residem actualmente mais de cinco mil imigrantes, de 44 nacionalidades, a maioria provenientes do Brasil, Cabo Verde e Ucrânia, tendo Paulo Mendes recordado que a questão do acesso às tarifas de residente é "uma aspiração antiga".

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