Agricultores querem plano regional de desratização

Agricultores querem plano regional de desratização

 

Lusa/AO online   Regional   23 de Jan de 2015, 16:23

O presidente da Federação Agrícola dos Açores (FAA) defendeu um plano regional integrado para combater a praga do rato e a leptospirose, devido ao seu impacto económico, social e na saúde pública.

“Defendemos um plano global integrado em que se combata o rato desde o mar à serra, não sendo este esporádico, nem promovido por concelho ou freguesia, nem por um lavrador ou outro, nem por uma outra câmara municipal ou esta ou aquela população, devendo envolver todas as entidades oficiais e privados”, afirmou Jorge Rita.

O dirigente agrícola foi hoje ouvido na comissão parlamentar de Economia, em Ponta Delgada, sobre o projeto de resolução do PSD/Açores que preconiza um plano estratégico de combate às pragas no arquipélago.

O deputado social-democrata Luís Rendeiro, autor da proposta, defende que o documento avance durante a presente legislatura, uma vez que se tem vindo a assistir, nos últimos anos, a um “crescimento descontrolado das populações de várias espécies animais, causando algumas delas os mais variados impactos nas populações, meio ambiente e produções agrícolas”.

Jorge Rita subscreveu a proposta dos social-democratas e as posições assumidas pelos outros partidos com assento na Comissão de Economia (PS, CDS-PP e PPM) e destacou o impacto da praga dos ratos.

“A nível dos Açores não se tem feito um trabalho verdadeiro de combate a esta praga, que é aquela que mais afeta a região no seu todo”, declarou o dirigente agrícola.

O líder da FAA referiu que, no caso específico dos coelhos e do vírus hemorrágico, teria sido importante evitá-lo, defendendo maior proatividade quando se proceder às contagens das densidades das pragas.

O Governo dos Açores revelou esta semana que análises laboratoriais efetuadas confirmaram um surto de doença hemorrágica viral entre os coelhos bravos das ilhas Terceira, São Jorge e Flores, onde já foram recolhidos mais de quatro mil animais mortos.

Jorge Rita declarou ser também importante valorizar o que já foi feito no âmbito do combate às pragas na região e preconizou um pacote turístico para caçadores para combater o coelho bravo nos Açores.

O deputado social-democrata António Ventura defendeu a necessidade de se criar um sistema de alerta e de permanente vigilância por parte da administração pública regional, visando controlar as pragas.

Artur Lima, do CDS-PP, recordou que já em 2010 a sua força política havia avançado com dois projetos de resolução para combater a praga do coelho bravo, a nível de ilha, mas com a intenção de alargar a experiência ao universo regional.

O também líder dos centristas açorianos anunciou que pretende recuperar estas iniciativas legislativas, entretanto chumbadas pelo parlamento regional, e subscreveu a vertente turística como forma de combater a praga do coelho bravo.

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