Agricultores e Governo dos Açores satisfeitos com aumento do preço de leite à produção

Agricultores e Governo dos Açores satisfeitos com aumento do preço de leite à produção

 

Lusa/Açoriano Oriental   Regional   15 de Dez de 2016, 13:49

O presidente da Federação Agrícola dos Açores e o secretário regional da Agricultura e Florestas manifestaram satisfação pelo aumento do preço do leite pago à produção, previsto para janeiro de 2017.

 

Jorge Rita, presidente da Federação Agrícola, disse à agência Lusa que a "Bel Portugal", que detém duas fábricas de laticínios na ilha de São Miguel (Ribeira Grande e Covoada) "vai aumentar o preço do leite à produção em um cêntimo por litro, a partir de 01 de janeiro".

"O aumento de um cêntimo não é ainda aquilo que era expectável para as nossas necessidades, mas vamos aguardar que haja oportunidade de haver novos aumentos nos próximos tempos", disse Jorge Rita, sublinhando, no entanto, "este momento de viragem" no setor, depois de, durante dois anos, se terem registado descidas do preço do leite à produção.

Segundo o presidente da Federação Agrícola, além da Bel, também a Insulac (outra indústria de laticínios da ilha de São Miguel), "se prepara para aumentar em um cêntimo por litro, o preço do leite ao produtor, a partir de janeiro".

O anúncio dos aumentos foi recebido, também, de forma "positiva", pelo secretário regional da Agricultura e Florestas, João Ponte, que, à margem de uma visita a uma exploração agrícola na ilha Terceira, afirmou esperar que "esse aumento possa vir a ser seguido por outras indústrias na Região".

"Esse ajustamento contribui para o aumento do rendimento dos produtores açorianos e é um sinal de confiança no futuro da atividade na fileira do leite nos Açores", frisou o governante, admitindo que este aumento já era "expectável" por parte do Governo Regional.

Apesar deste ligeiro aumento, Jorge Rita considera que aquilo que as indústrias se preparam para pagar a mais é ainda "insuficiente", face aos dez cêntimos por litro que os produtores açorianos perderam nos últimos dois anos.

"A reposição dos dez cêntimos é que seria o ideal, mas todos nós temos consciência de que os mercados têm vindo a reagir, mas ainda não reagiram ao ponto de sermos pretensiosos a esse ponto", admitiu o presidente da Federação Agrícola.

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